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São Paulo volta a registrar 37,1ºC e iguala segunda maior marca de temperatura

Calor desta quinta-feira, 1, ocorreu na mesma intensidade do que havia sido registrado na quarta-feira, 30. Recorde histórico pode ser batido nesta sexta-feira, quando é esperada uma marca de 38ºC. No Centro-Oeste, termômetros marcam mais de 40 ºC

1 out 2020
17h08
atualizado às 19h19
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SÃO PAULO - Com temperatura máxima de 37,1 ºC registrada na estação do Mirante de Santana, na zona norte, na tarde desta quinta-feira, 1.º, a cidade de São Paulo manteve registro de dia mais quente do ano, mesma temperatura registrada no dia anterior. O patamar permanece como segundo maior marca da história, desde o início das medições oficiais feitas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), em 1943. O recorde de calor na cidade continua sendo os 37,8 ºC registrados em 17 de outubro de 2014.

Veja a lista dos recordes de temperatura na cidade de São Paulo

  1. 37,8 ºC em 17 de outubro de 2014
  2. 37,1 ºC em 30 de setembro de 2020 e em 1.º de outubro de 2020
  3. 37ºC em 20 de janeiro de 1999
  4. 36,7 ºC em 19 de janeiro de 1999
  5. 36,7 ºC em 21 de janeiro de 1999
  6. 36,6 ºC em 31 de outubro de 2012

A expectativa é que a temperatura continue subindo, podendo atingir 38 ºC na capital paulista nesta sexta-feira, 2, valor muito acima da média na capital paulista que costuma registrar média máxima de 25 ºC nesta época. Poderá ser a primeira vez, desde o início das medições pelo Inmet, que a cidade marcará 38 ºC. Será mais um dia quente e baixa umidade relativa do ar, que ficará em torno de 20%.

Queda brusca de temperatura é esperada para sábado

Segundo a Climatempo, no próximo sábado, 3, a passagem de uma frente fria vai provocar chuva e derrubar as temperaturas sobre o leste de São Paulo. Na capital paulista, o céu ficará encoberto, com chuva moderada, e a máxima não vai passar de 23 ºC. No próximo domingo, 4, os termômetros não devem ultrapassar os 22 ºC na cidade.

No Centro-Oeste, temperaturas batem recorde

A onda de calor no Centro-Oeste do País manteve os termômetros acima dos 40ºC nesta quinta-feira, com novos recordes históricos de temperatura. Água Clara, no Mato Grosso do Sul, registrou 44,4ºC superando os 44,1°C de quarta-feira. O recorde anterior no Estado era de Corumbá, com 43,8ºC, de novembro de 1962.

Cuiabá, no Mato Grosso, registrou 43,2ºC, muito próximo do recorde de ontem, 43,7ºC. Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, teve máxima de 40,2ºC. Foram as duas capitais com temperaturas mais altas no País nesta quinta-feira.

O fenômeno de temperatura é consequência da massa de ar seco e quente que cobre o Brasil central nesse período de inverno, que começa na segunda quinzena de maio e vai até a primeira quinzena de setembro. "Neste ano o diferencial é que a precipitação de chuva está ainda menor e por isso as temperaturas estão mais altas", informou Mamedes Melo, meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

O meteorologista informou que essa onda de calor deve permanecer na região Centro-Oeste por pelo menos mais uma semana. A tendência é que as cidades de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul continuem pelos próximos dias com temperaturas superiores a 40ºC.

O tempo seco e quente na região preocupa também por causa dos focos de incêndio no Pantanal, que se estende por esses dois Estados. Em setembro, o bioma apresentou a sétima alta mensal consecutiva e bateu o recorde do registro histórico para setembro, com 8.106 focos de calor, alta de 180% em relação ao mesmo mês do ano anterior, que teve 2.887 focos. Somente na quarta-feira, 30, os satélites captaram 682 focos ativos. Em apenas nove meses, o bioma também bateu o recorde anual.

"Não há previsão de chuva também para a região do Pantanal. Pode ser que ocorra alguma precipitação entre os dias 8 e 9 de outubro. Até lá as temperaturas continuarão altas e o ar muito seco", disse Mamedes.

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Estadão
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