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Protesto fecha rodovia na região metropolitana de Belo Horizonte

28 out 2013 - 09h30
(atualizado às 09h33)
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Cerca de 300 pessoas, segundo a Polícia Militar, fecharam na manhã desta segunda-feira a rodovia LMG-808, entre as cidades de Contagem e Esmeraldas, na região metropolitana de Belo Horizonte. Os manifestantes são moradores do bairro Tupã, em Contagem, e de acordo com a PM, eles protestam contra a reintegração de posse de um terreno particular ocupado por cerca de 150 famílias. A ordem de despejo teria sido expedida pela Justiça e deverá ser cumprida nos próximos dias.

O bloqueio acontece na altura do bairro Darci Ribeiro. Os manifestantes queimaram pneus e impediram a passagem de veículos. A PM acompanha a manifestação, que acontece pacificamente.

A prefeitura de Contagem informou que o terreno invadido pertence a uma Área de Proteção Ambiental (APA) e que não pode ser ocupada por estar numa área de manancial que faz parte do sistema de abastecimento de água da cidade. Representantes da prefeitura foram até o local para negociar com os manifestantes a liberação da via e do terreno.

Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País
Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus. A mobilização surtiu efeito e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas – o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

A grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São PauloRio de JaneiroCuritiba,
SalvadorFortalezaPorto Alegre e Brasília.

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. "Essas vozes precisam ser ouvidas", disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.

Fonte: Especial para Terra
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