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Professora faz sucesso no OnlyFans e vira alvo de queixas de pais no ES

Rosana dos Reis dá aulas para alunos do Ensino Médio e Técnico, na faixa dos 17 aos 19 anos

23 jun 2023 - 05h00
(atualizado às 11h43)
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De segunda a sexta, Rosana dos Reis Abrantes, de 42 anos, é conhecida como a professora Rosana, que dá aulas de biologia para alunos do 3º ano do Ensino Médio e em turmas do Ensino Técnico no Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes). Já fora do horário de trabalho, Rosana assume a persona da prof.biosexy, perfil onde compartilha, abertamente, fotos sensuais para anunciar a assinatura em plataformas de conteúdo adulto, como o OnlyFans e o Privacy. 

Mas é justamente essa renda alternativa que tem gerado burburinho dentro dos muros da instituição de ensino. Pais de alunos a denunciaram para a Comissão de Ética do IFES, que afirmou, por meio de nota, estar analisando a situação.

"Não se trata de um processo administrativo que possa resultar em uma punição. Neste momento, busca-se apenas um esclarecimento dos fatos para a pessoa denunciante e para a instituição, o que não pressupõe nem que uma infração tenha sido cometida", escreveu o Ifes.

Se a instituição constatar alguma infração ética ao final do processo, será proposto um acordo para que a professora faça "ajustes" no que "for necessário". O processo de Rosana corre sob sigilo, mas ela já soube, por meio de membros do conselho, que ela deverá receber uma advertência de "recomendação".

"Existem níveis de punição, a mais branda é a advertência de recomendação, nesse caso, para eu mudar minha postura", explica, em entrevista ao Terra

Nicho de fetiche em cientistas

Doutora em Biologia Animal pela Universidade Federal do Espírito Santos, Rosana encontrou também na ciência um novo hobby. Após ler algumas histórias sobre professoras no exterior que faziam sucesso no OnlyFans, ela decidiu que poderia explorar o nicho de pessoas que têm fetiche em cientistas e, quem sabe, ser famosa no ramo.

"Eu falei: 'Ah, se eu botar uma lingerie, botar um jaleco e fazer um negócio, quem sabe eu não faça sucesso também, né?'", relembra.

Em agosto de 2022, Rosana pagou por um ensaio de "cientista sexy" e fez as primeiras publicações. Foi elogiada, e gostou.

"Comecei a pegar mais o jeito, comecei a ser muito elogiada e comecei a gostar de ser elogiada. Os caras vêm e falam: 'Nossa, você é linda, eu amo o seu jeito provocante'", exemplifica.

Além de fazer bem para a autoestima, Rosana conta que o retorno com os conteúdos adultos tem aumentado gradativamente. Antes, estava em torno de 10% do seu salário como professora, agora, segundo ela, já chega a 20%.

"É uma renda extra, eu faço as fotos agora, só fiz um ensaio, né? E foi até barato. Eu faço as fotos de noite, no fim de semana em casa, eu mesma posto, faço um videozinho... Então, não tenho custo nenhum", afirma.

Mãe de duas filhas, de 10 e 17 anos, Rosana as consultou antes de ativar sua consulta nessas plataformas. As meninas estudam em uma escola conservadora, e Rosana relata não ter tido ainda nenhum tipo de problema com relação a elas, como queixa de bullying.

"Eu avisei antes, eu falei assim: 'A mamãe vai fazer uma página para eu tentar ficar famosa. Eu vou tirar umas fotos de calcinha, calcinha, tipo biquíni', entendeu?", lembra.

Na época que criou o perfil, Rosana também era casada. Mas, confessa, o casamento não andava muito bem e os dois acabaram se separando. O marido não gostava das fotos, e a criação do perfil também contribuiu para que houvesse mais atrito entre eles.

E ela pode ser demitida?

Rosana explica ainda que, apesar das críticas, sempre foi guiada pelo bom senso ao criar o perfil. Ela pesquisou casos similares para entender se poderia ou não ser demitida. Encontrou, apenas, uma situação de 2017 envolvendo uma bombeira.

"Ela [a bombeira] tinha sido condenada por ter feito umas fotos sensuais. Mas eu pensei: 'Isso é porque era militar e era 2017. Isso já passou, né?'. A gente já está em 2023, eu também sou civil, acho que isso não tem nada a ver", acredita.

Para a advogada Louise Moscovits, que atua na área de Direito do Trabalho, as fotos publicadas teriam cunho artístico, sem refletir pornografia.

"Se assim for, não podem ensejar a demissão da servidora. O processo está em fase preliminar, para apuração dos fatos. Ainda que a instituição entenda que determinado conteúdo é inadequado, deve aplicar sanções mais brandas que a demissão, como a advertência por exemplo", afirma.

Fonte: Redação Terra
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