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Primeira noite de desfiles no Anhembi tem arquibancadas cheias e promete disputa acirrada

Barroca Zona Sul abre desfiles no Anhembi às 23h15, em noite que conta com mais seis escolas. Veja a ordem das apresentações

22 fev 2020
00h13
atualizado às 08h40
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Mesmo com ameaça de chuva forte, o primeiro dia dos desfiles das escolas de samba de São Paulo recebe bom público no Sambódromo do Anhembi, na zona norte da capital. Segundo a Liga das Escolas de Samba, a expectativa é de que entre 25 mil e 30 mil pessoas assistam às primeiras sete candidatas que disputam o título desta edição.

Presidente da Liga, Paulo Sérgio Ferreira, o Serginho, abriu o carnaval em tom otimista, mas evitou falar em favoritas. "Vamos proporcionar grandes espetáculos. A disputa vai ser acirrada", afirmou. "A Liga estava preparada para lidar com a chuva forte, mas, graças a Deus, São Pedro segurou as torneiras."

Ele também agradeceu o apoio da Prefeitura e chamou Bruno Covas (PSDB) de "grande prefeito". "Ele gosta do carnaval de São Paulo e entende que traz emprego e recurso para a cidade."

A primeira escola a desfilar é a Barroca Zona Sul, que retorna ao grupo especial após 15 anos. "Chegou nosso momento. Lutamos para chegar aonde a gente chegou. Hoje vamos cantar, vamos evoluir", disse o presidente Ewerton Cebolinha. A escola que abre o carnaval de São Paulo homenageará a líder quilombola Tereza de Benguela.

A escola Tom Maior deu seguimento e foi a segunda a desfilar no Anhembi. Com o samba-enredo "É coisa de preto", a música mostra contribuição de negras e negros para a formação do Brasil. Além de exaltar artistas, a escola trouxe aspectos da religião e da cultura afro-brasileira. A última alegoria fez uma homenagem à vereadora Marielle Franco, assassinada em 2018.

A terceira escola a cruzar o sambódromo foi a vice-campeã de 2019 Dragões da Real, que encheu de gargalhadas o Anhembi. Com o samba "A Revolução do Riso: A arte de subverter o mundo pelo divino poder da alegria", a escola teve também muitas lágrimas. A rainha da bateria Simone Sampaio se despediu do título após 8 anos. Um dos mestres do riso, Charles Chaplin foi lembrado durante o desfile.

Ao fim, um dos carros enroscou em um fio na dispersão e causou atraso de cerca de 20 minutos na entrada da Mancha Verde, escola que vem a seguir. Em entrevista à TV Globo, o presidente da Liga Independente das Escolas de Samba de São Paulo, Paulo Sérgio Ferreira, também conhecido como Serginho, disse que a escola não será punida pois não há previsão para isso no regulamento. Por conta das manobras com os carros alegóricos da Dragões da Real, a energia foi cortada em alguns setores do sambódromo.

Depois do atraso, a Mancha Verde entrou no sambódromo por volta das 4h defendendo o samba-enredo "Pai! Perdoai, eles não sabem o que fazem!". A ideia da escola é defender o amor e fazer uma reflexão sobre a humanidade e os atos condenáveis dos homens ao longo da história. Por conta do incidente com a alegoria da Dragões da Real na dispersão, o tempo de desfile foi contado em cronômetros ao longo do percurso. A escola finalizou seu desfile em 64 minutos.

O presidente da Liga comentou, em entrevista à TV Globo que os problemas não serão repetidos na próxima escola que desfila no Anhembi, a Acadêmicos do Tatuapé. O relógio que fica na dispersão voltou a ser ligado e já deve ser usado no próximo desfile. Apesar da promessa de Serginho, as alegorias da Mancha Verde tiveram probemas para sair da dispersão.

A Acadêmicos do Tatuapé foi a quinta escola a entrar no Anhembi por volta das 5h. A escola defendeu o enredo "O ponteio da viola encanta... Sou fruto da terra, raiz desse chão... Canto Atibaia do meu coração", contando a história da cidade de Atibaia, no interior do Estado. Por conta do atraso na dispersão da Dragões da Real, a escola começou o desfile com atraso e encerrou, dentro do tempo, com o dia amanhecendo.

Em 2020, Ana Paula Minerato fez sua estreia à frente da bateria da escola, depois de defender a Gaviões da Fiel por 20 anos. Foi apresentado a cultura popular da cidade e sua traduição religiosa. Artistas locais também participaram do desfile.

A penúltima escola da noite foi a Império de Casa Verde, que desfilou o samba-enredo "Marhaba Lubnãn", que quer dizer "Olá Líbano", em árabe. A escola contou, nos 65 minutos, os 7 mil anos de história do povo libanês, desde sua origem no mediterrâneo às migrações, incluindo a presença da cultura libanesa no Brasil.

O Império de Casa Verde enfrentou uma chuva durante sua passagem pelo sambódromo do Anhembi e, por conta do atraso na dispersão da Dragões da Real, começou o desfile já no início da manhã deste sábado, 22. Mesmo com a luz do dia, as alegorias abusaram do LED e os efeitos especiais. O desfile, marcado por muita história e homenagens, contou com presença do médico Dr. Roberto Calil, do Hospital Sírio Libanês.

A X-9 Paulistana fechou o desfile de sexta-feira com animação, apesar do atraso. Com o enredo "Batuques para um rei coroado" e Juju Salimeni como rainha de bateria, a escola contou uma história do Brasil citando ritmos e festas populares das diversas regiões do País.

Veja a ordem dos desfiles do Grupo Especial de São Paulo nesta sexta e sábado:

Sexta, Grupo Especial:

23h15 - Barroca Zona Sul

00h20 - Tom Maior

01h25 - Dragões da Real

02h30 - Mancha Verde

03h35 - Acadêmicos do Tatuapé

04h40 - Império de Casa Verde

05h45 - X-9 Paulistana

Sábado, Grupo Especial:

22h30 - Pérola Negra

23h35 - Colorado do Brás

0h40 - Gaviões da Fiel

1h45 - Mocidade Alegre

2h50 - Águia de Ouro

3h55 - Unidos de Vila Maria

5h00 - Rosas de Ouro

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Estadão
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