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PF prende pastor sob acusação de compartilhamento de pornografia infantil

Agnaldo Betti tem canal no YouTube com 416 mil inscritos, onde publica lições bíblicas para jovens e adultos. Defesa não foi localizada. Igreja suspende filiação

5 jul 2024 - 17h21
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O pastor evangélico Agnaldo Betti, de 58 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Federal sob a acusação de compartilhar vídeos de pornografia infantil pela internet. No momento da prisão, o suspeito estava em casa, na cidade de Valinhos, no interior de São Paulo.

Segundo a Polícia Federal, o homem já havia sido indiciado anteriormente pelos mesmo delitos, mas continuou a "adquirir e compartilhar" diversos vídeos e fotografias contendo cenas de violência sexual infantojuvenil.

A sua defesa não foi localizada pela reportagem. A Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Ministério do Belém, em Campinas, disse ter suspendido a sua filiação (leia mais abaixo).

A operação policial deflagrada nesta quarta-feira, 3, recebeu o nome Escudo da Inocência. Os crimes apurados, de acordo com a instituição, têm penas somadas de até dez anos de prisão.

O mandado de prisão preventiva foi expedido pela Juíza Federal Valdirene Ribeiro de Souza Falcão, titular da 9ª Vara Criminal Federal de Campinas, após manifestação favorável do Ministério Público Federal.

O canal do pastor Betti no YouTube possui 416 mil inscritos. Nele, o religioso publica vídeos com lições bíblicas para jovens e adultos.

Depois da prisão, a diretoria da Assembleia de Deus - Ministério do Belém, em Campinas, publicou uma nota em que afirma ter suspendido a filiação do pastor Betti na instituição, "até que se apure definitivamente os fatos, aguardando-se a devida atuação das autoridades policiais e judiciais competentes, resguardado o direito de defesa e contraditório".

A igreja também diz que desconhecia qualquer investigação ou o indiciamento anterior do religioso, e que a conduta será apurada em procedimento interno nos órgãos jurídico e eclesiástico.

A Assembleia de Deus acrescenta que o pastor Betti não atuava em templos desde 2017, ainda que mantivesse o vínculo eclesiástico, "tendo optado por exercer um ministério pessoal itinerante, mantendo, ainda, um canal particular na internet, com milhares de seguidores".

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"A Diretoria da IEADCAMP (Igreja Evangélica Assembleia de Deus Campinas) solidariza-se com as vítimas dos fatos anunciados, bem como com a família do envolvido, que também é vitimizada pela conduta ora revelada, conclamando que os mantenhamos a todos em nossas orações", conclui a nota.

Estadão
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