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Perícia no Museu Nacional deve terminar domingo

Reitor da UFRJ se reuniu com técnicos do BNDES para liberação de dinheiro para reconstrução do prédio

6 set 2018 12h23
| atualizado às 13h26
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RIO - A Polícia Federal continua nesta quinta-feira, 6, os trabalhos de perícia no Museu Nacional. A expectativa é de que a perícia seja concluída até domingo, 9. Na segunda-feira,10, segundo a vice-diretora do museu, Cristiana Serejo, deve começar o trabalho de escavação e pesquisa dos escombros.

Nesta quinta-feira, o reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Leher, se reuniu com técnicos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para debater os trâmites da liberação de um financiamento de R$ 21,7 milhões contratado em 6 de junho para obras no Museu Nacional. Após o incêndio que destruiu o prédio no último domingo, agora o dinheiro deve ser usado para a reconstrução também na recuperação de parte do acervo.

Vista aérea do Museu Nacional, após ser destruído por um grande incêndio
Vista aérea do Museu Nacional, após ser destruído por um grande incêndio
Foto: Ricardo Moraes / Reuters

Em discurso durante uma plenária realizada na frente do museu, para comemorar os 98 anos da UFRJ, Leher criticou o que classificou como "politização do debate sobre o incêndio": "O museu não é um lugar de objetos interessantes, é um lugar de pesquisa e produção de conhecimento. Não se pode ter racionalidade mercantil (para administrá-lo), porque o museu é acadêmico", afirmou. "Argumenta-se que temos aversão a buscar recursos no setor privado, pela Lei Rouanet. Nós apresentamos projetos: prevenção de incêndio e pânico, reforma do telhado e outros. Pedimos R$ 17 milhões, conseguimos R$ 1 milhão. Não é verdade que o setor privado não teve oportunidade de ajudar o museu", afirmou.

"Queremos que (a reconstrução) entre no orçamento da União, não vamos aguardar doações, isso tem que ser assegurado pelo Poder Público. Vamos ter apoio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram)", afirmou.

O diretor do Museu Nacional, Alex Kellner, também criticou a politização do debate sobre o museu. "A gênese do nosso País está aqui, neste prédio. Não é hora de discutir modelo de gestão, é hora de reconstruir", afirmou. "(Este momento) Está doendo muito", resumiu.

Na manhã desta quinta-feira, pesquisadores do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da UFRJ (Coppe-UFRJ) usaram drones para sobrevoar o prédio e mesmo ingressar em salas, na tentativa de identificar peças que tenham resistido ao incêndio. Até as 11h30 não havia conclusões sobre essa pesquisa.

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Estadão
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