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Operação no RS mira suspeitos ligados ao desaparecimento de três jovens em Canoas

Polícia Civil e Brigada Militar cumprem mandados em Braga, Canoas e Charqueadas; hipótese de emboscada por organização criminosa é investigada

29 abr 2025 - 11h13
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A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou nesta terça-feira (29) a Operação Amissus, com o objetivo de localizar suspeitos de envolvimento no desaparecimento de três jovens em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Vitor Juan Santiago (18), Carolina Oliveira de Lima (19) e Pedro Henrique Di Benedito Rodrigues (23) desapareceram no início de abril, no bairro Guajuviras.

Foto: Reprodução/Redes sociais / Porto Alegre 24 horas

Segundo o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), há indícios de que o trio possa ter sido vítima de uma emboscada armada por uma organização criminosa, possivelmente ligada ao tráfico de drogas. Ainda não há vestígios concretos sobre o paradeiro dos jovens.

Mandados e prisões

A operação cumpre 12 ordens judiciais nos municípios de Braga, Canoas e Charqueadas, incluindo quatro mandados de prisão temporária e oito de busca e apreensão. Até as 9h15, três suspeitos já haviam sido presos, e um quarto havia sido detido na semana anterior.

De acordo com a investigação, um dos desaparecidos pode estar envolvido em entregas de drogas operadas por um sistema de tele-entrega coordenado por um apenado. Embora os jovens não tenham parentesco entre si, Pedro Henrique e Vitor Juan possuíam antecedentes criminais por tráfico de drogas. Carolina, por sua vez, não tinha registro policial.

Carro abandonado e áudios interceptados

O trio foi visto pela última vez no dia 7 de abril, quando deixou uma residência a bordo de um Fiat Punto, posteriormente encontrado abandonado dois dias depois, sem sinais de violência ou sangue. A polícia obteve áudios de investigados em que discutem como despistar a polícia, sugerindo "largar o carro em algum lugar" para ser encontrado e evitar desconfianças.

— "Se ele for ali na delegacia e largar o carro vai ser pior. Cadê os corpos? Acho que é pior", diz um trecho interceptado.

Investigação em andamento

A delegada Graziela Zinelli, responsável pelo caso, informou que todos os protocolos do DHPP para desaparecimentos foram acionados, incluindo contato com familiares, análise de redes sociais, quebras de sigilo e investigações de campo.

O diretor do DHPP, delegado Mario Souza, reforçou que o objetivo é esclarecer o caso completamente:

— "Toda ocorrência de desaparecimento pode esconder um crime. Seguimos a investigação até o fim, para encontrar a pessoa viva ou entregar o corpo à família."

A operação conta com apoio da Brigada Militar, cujo comandante do policiamento metropolitano, coronel Felipe Santos Rocha, destacou a importância da integração entre forças para o combate ao crime organizado.

As investigações seguem sob sigilo, e mais desdobramentos são esperados nos próximos dias.

Com informações: GZH

Porto Alegre 24 horas
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