O que se sabe sobre o acidente de carro em MG que matou repórter e cinegrafista da Band
Carro de reportagem da Band Minas colidiu com caminhão e acidente deixou vítimas; jornalistas deixam filhos
Um acidente entre um carro de reportagem da Band Minas e um caminhão matou o repórter cinematográfico Rodrigo Lapa, de 49 anos, e a repórter Alice Ribeiro, de 35, na BR-381, em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo as autoridades, o veículo bateu de frente com um caminhão na tarde de quarta-feira, 15.
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No momento do acidente, apenas a morte de Rodrigo Lapa foi confirmada, enquanto Alice Ribeiro foi hospitalizada e teve morte encefálica confirmada na noite de quinta-feira, 16.
A equipe estva voltando para Belo Horizonte após realizar uma reportagem sobre a importância da duplicação da BR-381 para a redução do número de acidentes. O local é conhecido pelo alto número de ocorrências com gravidade.
Como foi o acidente?
A colisão aconteceu no início da tarde de quarta-feira, 15, enquanto o veículo trafegava no km 444 da BR-381 — local conhecido como ‘estrada da morte. O carro de reportagem da Band Minas, onde estavam os dois jornalistas, bateu de frente com o caminhão.
Rodrigo Lapa estava dirigindo o veículo e morreu no local. Alice era a única passageira, e ficou gravemente ferida, sendo levada pelo helicóptero do Corpo de Bombeiros para o Hospital João XXII, em Belo Horizonte. A morte encefálica dela foi confirmada pela Band Minas na noite de quinta-feira, 16.
A parte dianteira do carro foi totalmente destruída pelo impacto, e o caminhão também ficou danificado. A estrada foi totalmente interditada em ambos sentidos na data do acidente.
Quem são as vítimas?
O cinegrafista Rodrigo Lapa, de 49 anos, nasceu em Porto Alegre (RS) e deixa esposa e dois filhos. O corpo foi sepultado nesta quinta-feira, 16, no Cemitério do Bonfim, em Belo Horizonte.
Rodrigo trabalhou na Band Minas entre 2022 e 2024, e retornou à emissora em dezembro de 2025. Ele participou de coberturas como o carnaval de BH e a tragédia das chuvas na Zona da Mata Mineira.
Lapa também levava uma vida ativa fora das redações e usava de sua formação como palhaço para levar alegria para crianças hospitalizadas.
Alice Ribeiro, de 35 anos, nasceu em Belo Horizonte e era repórter da Band Minas desde 2021. Ela deixa o marido e um bebê de 9 meses.
A repórter, formada em 2015, foi estagiária na TV Globo Minas, na TV Alterosa (afiliada do SBT) e RecordTV Minas. Trabalhou em produtoras independentes e atuou como repórter na TV Leste, afiliada da RecordTV em Governador Valadares, e na Rede Bahia, afiliada da TV Globo. Em 2021, entrou na Band, onde trabalhou em Brasília e, desde agosto de 2024, atuava em Belo Horizonte.
Alice deixa filho de 9 meses
Alice se tornou mãe recentemente e havia voltado há pouco da licença maternidade. Em um relato emocionante no Instagram, a jornalista Bruna Valle escreveu que ela temia morrer depois da maternidade.
"Alice! Hoje eu só consigo lembrar de duas conversas nossas. Duas, entre tantas, mas que ficaram muito vivas em mim. Na primeira, você me perguntou se devia voltar pra casa. Tinha jornal, trânsito, cansaço... mas também tinha um bebê te esperando. Eu te disse que, no fim, não eram as horas no trânsito que importavam... Eram os minutos com ele. Você foi! E quando voltou, me agradeceu por isso", disse.
A outra conversa entre elas era sobre ser mãe. "Sobre como tudo muda. Você me disse que, antes, tinha medo de perder a sua mãe. Depois que o Pedro nasceu, passou a ter medo de que algo acontecesse com você. Porque agora alguém depende de você no mundo... E isso nunca mais saiu da minha cabeça.... Hoje eu penso em você. Penso no seu filho. E em tudo que ainda precisa ser vivido por vocês. Estamos todos aqui, na torcida, rezando e acreditando na sua recuperação! Fica bem, mamãe", completou ela, que fez o comentário antes da morte ser confirmada, e torcia pela recuperação da amiga.
O que é a morte encefálica?
A morte encefálica te Alice foi confirmada na noite desta quinta-feira, 16. A morte encefálica ocorre quando há a perda completa e irreversível de todas as funções do cérebro, incluindo o tronco cerebral, que controla funções vitais como a respiração, batimentos cardíacos automáticos ou consciência.
Em termos médicos e legais, ela é considerada morte da pessoa, mesmo que o coração ainda possa continuar batendo por algumas horas ou dias com ajuda de aparelhos.
Doação de órgãos
A família de Alice Ribeiro decidiu pela doação de órgãos da repórter para transplantes, segundo divulgado pela Band Minas. Serão doados rins, pâncreas, fígado e córneas. Por inviabilidade clínica, o coração não poderá ser doado.



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