Nova estação de metrô em SP bate recorde e se torna a mais profunda da América Latina
Água Branca impressiona pela profundidade equivalente a um prédio de 15 andares e tem previsão de ser toda concluída até 2027
A cidade de São Paulo passa a contar com um novo marco na mobilidade urbana. Com a inauguração do primeiro trecho da Linha 6-Laranja do Metrô, nesta quinta-feira, 2, a estação Água Branca assume o posto de estação de metrô mais profunda em operação da América Latina, localizada a 47,8 metros abaixo do nível da rua, profundidade equivalente a um prédio de aproximadamente 15 andares. O recorde pertencia até então à estação Santa Cruz, das linhas 1-Azul e 5-Lilás, que está a 41,5 metros da superfície.
A nova estação faz parte do primeiro trecho da Linha 6-Laranja, entregue pelo Governo de São Paulo nesta semana. Nesta fase inicial, seis estações entram em funcionamento sem cobrança de tarifa: João Paulo I, Freguesia do Ó, Santa Marina, Água Branca, Sesc-Pompeia e Perdizes. Durante o período de operação assistida, os passageiros poderão utilizar gratuitamente o novo ramal, que funcionará de segunda a sexta-feira, das 10h às 15h, em horário reduzido.
Por que a estação é tão profunda?
A grande profundidade da estação Água Branca não é por acaso. Segundo o governo paulista, o projeto precisou ser desenvolvido dessa forma por causa das características geológicas da região e da necessidade de os túneis passarem sob o Rio Tietê e também por baixo da Linha 4-Amarela do metrô.
Além disso, Água Branca será um importante ponto de integração do transporte metropolitano. Nessa fase, a estação ainda não iniciou a conexão com a Linha 7-Rubi dos trens metropolitanos.
Quando toda a Linha 6-Laranja estiver concluída, outras estações do ramal também passarão a figurar entre as mais profundas do sistema metroviário paulistano. Entre elas estão Itaberaba-Hospital Vila Penteado, com 65,71 metros de profundidade, Higienópolis-Mackenzie, com 64,86 metros, Bela Vista, com 60,68 metros, PUC-Cardoso de Almeida, com 60,51 metros, e São Joaquim, que ficará a 52,08 metros abaixo da superfície.
Como será a operação no início
Neste primeiro momento, a Linha 6-Laranja funcionará em sistema shuttle, com dois trens em circulação, um em cada sentido da via. As composições serão conduzidas manualmente por operadores, embora o projeto preveja que a linha opere de forma totalmente automatizada no futuro.
Cada estação terá apenas um acesso liberado durante a fase inaugural, com sinalização indicando os caminhos disponíveis aos passageiros. Nesta etapa inicial, as estações que funcionarão, de segunda a sexta-feira, das 10h às 15h, exceto feriados são: João Paulo I, Freguesia do Ó, Santa Marina, Água Branca, Sesc-Pompeia e Perdizes.
Com investimento estimado em R$ 19 bilhões por meio de uma Parceria Público-Privada (PPP), a Linha 6-Laranja é considerada uma das maiores obras de mobilidade urbana em andamento na América Latina.
Com previsão de ter toda a obra concluída até 2027, o ramal terá 15,3 quilômetros de extensão, ligando a Brasilândia, na Zona Norte, à estação São Joaquim, no Centro da capital. A expectativa é reduzir o tempo de deslocamento entre os dois extremos de cerca de 1h30 para apenas 23 minutos, beneficiando mais de 630 mil passageiros diariamente.
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