Mulher morre em Limeira ao ser jogada de ponte sem corda ao praticar 'rope jumping'; veja vídeo
Jovem praticava esporte na Ponte do Esqueleto; 'Estadão' tentou contato com empresas, mas não obteve resposta. Prefeitura promete processar o governo federal
Uma jovem de 21 anos morreu neste sábado, 13, em Limeira, no interior de São Paulo, ao ser jogada de uma ponte sem corda de proteção. Ela praticava o esporte radical conhecido como "rope jumping", similar ao "bungee jumping", em que a pessoa salta presa por uma corda. O caso ocorreu na trilha da Ponte do Esqueleto.
Em um vídeo que circula nas redes sociais, é possível ver o momento da queda. A vítima é carregada, de bruços, por dois instrutores enquanto um terceiro observa. A corda de proteção aparece no chão, sem estar presa à mulher. Pouco antes de os instrutores a lançarem, alguém que não aparece nas imagens pergunta: "É a corda né?"
Depois que a mulher é jogada da ponte, a pessoa que grava o vídeo grita: "Gente, a corda!". Ela filma o equipamento de proteção que ficou no chão.
A prefeitura de Limeira afirmou que foram presas seis pessoas ligadas à organização do salto de rope jumping.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) constatou a morte no local. A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros atenderam a ocorrência a partir das 9h55. O caso foi registrado pela Polícia Civil.
Os instrutores que aparecem no vídeo usam camisas com os nomes das empresas Entre Cordas e Ih Voei. A reportagem tentou contato com as duas, mas não teve resposta até a publicação deste texto.
Em perfis nas redes sociais, os instrutores registravam vários saltos de rope jumping, inclusive com crianças. Em dezembro de 2025, o salto com a Entre Cordas custava R$ 130.
Prefeitura afirma que vai processar governo federal por 'omissão'
A prefeitura de Limeira afirmou que "responsabilidade pela fiscalização, manutenção e controle de acesso à Ponte do Esqueleto é exclusivamente do governo federal". A administração municipal comunicou que vai processar a União por "omissão".
A prefeitura comunicou que havia encaminhado ofícios pedindo medidas de segurança. "Desde o início de 2025, a administração municipal vinha adotando medidas administrativas e cobrando providências junto aos órgãos federais responsáveis pela área", disse.
O prefeito, Murilo Félix (Podemos), afirmou que a área "apresenta riscos conhecidos há anos".
Uma ciclista morreu ao cair da mesma ponte em abril de 2024. Em agosto do ano seguinte, duas mulheres ficaram gravemente feridas em outro acidente no local. De acordo com o G1, a estrutura está desativada há mais de 30 anos.
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