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Jovem morre dez meses após ser intoxicado por bebida com metanol em SP

Guilherme Torres da Silva, de 22 anos, ficou meses internado depois de beber gin contaminado

16 jun 2026 - 13h13
(atualizado às 16h59)
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Guilherme Torres da Silva sofreu por dez meses as sequelas da intoxicação por metanol
Guilherme Torres da Silva sofreu por dez meses as sequelas da intoxicação por metanol
Foto: Reprodução/curadometanol/Instagram

O jovem Guilherme Torres da Silva, de 22 anos, morreu dez meses após lutar contra as sequelas da intoxicação por bebida adulterada com metanol. A morte foi confirmada pela família do rapaz, por meio das redes sociais. Morador de Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, ele foi sepultado nesta segunda-feira, 15. 

Conforme o relato dos familiares no Instagram, onde foi criada uma conta para atualizar a sua recuperação, no dia 24 de agosto do ano passado, Guilherme ingeriu algumas doses de gin e passou mal. No começo, ele pensou que se tratava de uma ressaca. 

“Logo em seguida a minha visão começou a ficar turva e seguindo com a minha mãe para o hospital começou a minha luta pela vida”, escreveu em uma publicação. Ele foi levado para o Hospital Municipal M’Boi Mirim, em São Paulo, e teve várias paradas cardíacas, precisando ficar entubado e com auxílio de aparelhos para respirar. 

A vítima ficou internada por cerca de quatro meses, até que recebeu alta em dezembro. Nas redes sociais, a família publicava um pouco da rotina de cuidados dele, como a fisioterapia, e até o batismo na igreja evangélica. No perfil, os familiares agradeceram o apoio durante os últimos meses.

"Muito obrigado a todos que compareceram ao sepultamento e aos que nos ajudaram até aqui de todas as formas possíveis, com contribuições, doações e mensagens positivas ao longo de toda essa trajetória. Nosso luto será eterno, mas ficarão as boas lembranças". 

Em nota ao Terra, a Prefeitura de Itapecerica da Serra informou que o caso de Guilher foi noticiado e investigado à época dos fatos, seguindo todos os protocolos estabelecidos pelos órgãos de Vigilância em Saúde.

"Em relação ao óbito ocorrido recentemente, a Autarquia Municipal de Saúde informa que aguarda o recebimento da documentação oficial, incluindo a Declaração de Óbito e demais laudos pertinentes, para confirmação da causa do óbito e eventual avaliação do nexo causal com o quadro de intoxicação anteriormente investigado. Somente após a conclusão dessas análises pelos órgãos competentes será possível confirmar se o caso possui relação com o evento ocorrido em 2025", declarou a administração. 

Mortes por metanol

À reportagem a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou que foram confirmados 54 casos, entre 2025 e 2026, por intoxicação com metanol, sendo 12 óbitos, conforme o boletim da última segunda-feira, 15.

  • Quatro homens, de 26, 45, 48 e 54 anos, da capital paulista;
  • Dois homens, de 23 e 25 anos, e uma mulher de 27 anos de Osasco;
  • Uma mulher de 30 anos e um homem de 62 anos de São Bernardo do Campo;
  • Um homem de 37 anos de Jundiaí;
  • Um homem de 26 anos de Sorocaba;
  • Um homem de 26 anos de Mauá.

"A SES acompanha e monitora os casos suspeitos e confirmados de intoxicação por metanol registrados no Estado, desde a investigação epidemiológica até a fiscalização sanitária dos locais suspeitos de contaminação, e orienta e apoia as prefeituras sobre as ações de fiscalização", declarou. 

Ainda confome a pasta, is sintomas de alerta são dores abdominais intensas, tontura e confusão mental. O socorro em até 6h após o início dos sintomas é fundamental para evitar o agravamento.

De acordo com o Estadão, uma investigação da Polícia Civil apontou que as bebidas alcoólicas adulteradas podem ter origem em uma mesma fábrica clandestina, administrada por uma família no ABC Paulista. Segundo a apuração, os suspeitos compravam etanol adulterado com metanol de dois postos de combustíveis da região, usados como fornecedores da matéria-prima tóxica.

Fonte: Portal Terra
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