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MP de Goiás pede prisão preventiva do médium João de Deus

Medida foi tomada cinco dias depois de virem à tona denúncias de abusos sexuais, mas pedido ainda precisa ser aceito pela Justiça; mais de 200 mulheres denunciaram o médium em dois dias

12 dez 2018
18h42
atualizado às 19h06
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Mais de 200 mulheres fizeram denúncias ao MP de Goiás contra João de Deus
Mais de 200 mulheres fizeram denúncias ao MP de Goiás contra João de Deus
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil via AP / Estadão Conteúdo

A Promotoria de Justiça de Goiás solicitou a prisão preventiva de João Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus. A informação foi confirmada pela assessora de imprensa do médium. A medida foi tomada cinco dias depois de virem à tona denúncias de abusos sexuais. O pedido ainda precisa ser aceito pela Justiça.

As vítimas seriam mulheres que teriam buscado tratamento espiritual com o médium. Até terça-feira, 11, mais de 200 mulheres de mais de oito Estados e de fora do País haviam procurado o Ministério Público para denunciar abusos sexuais.

Nesta quarta-feira, 12, pela manhã, o médium fez uma visita tumultuada no Centro Dom Inácio de Loyola, onde realiza "cirurgias espirituais" em Abadiânia, no interior de Goiás. Em um rápido pronuciamento, disse que era inocente e que estaria à disposição da Justiça. Foi a primeira aparição pública do médium depois que mulheres vieram a público acusá-lo de abuso sexual.

As denúncias afetaram o movimento da casa, onde atendimentos são realizados. Por volta das 8h30, cerca de 400 pessoas - incluindo crianças e duas pessoas de cadeiras de rodas - aguardavam a chegada do líder espiritual. Isso representa um terço do movimento habitual.

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