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Cidades

Mototaxista é morto pela PM no Rio mesmo após dizer que era trabalhador, afirma testemunha

Testemunhas disseram que Eberson Luiz Santos da Silva foi baleado na perna pelos oficiais

27 nov 2023 - 13h00
(atualizado às 13h24)
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Eberson Luiz Santos da Silva foi morto a tiros na Vila Kennedy, no Rio
Eberson Luiz Santos da Silva foi morto a tiros na Vila Kennedy, no Rio
Foto: Reprodução/Redes sociais

Um mototaxista foi morto durante uma ação da Polícia Militar, na comunidade da Villa Kennedy, zona oeste do Rio de Janeiro, na noite do último sábado, 25. A PM diz que o encontrou baleado, após uma troca de tiros com traficantes, mas testemunhas afirmam que Eberson Luiz Santos da Silva foi morto pelos agentes. O caso é investigado. 

De acordo com o Bom Dia Rio, da TV Globo, o advogado da família do homem de 42 anos informou que ele saía de casa para trabalhar com sua moto, por volta das 19h, quando foi abordado e baleado por policiais. 

Testemunhas disseram que o primeiro tiro foi na perna de Eberson, que caiu no chão e gritou que era trabalhador. Nesse momento, ele chegou a mostrar o crachá da empresa que trabalhava, mas foi ignorado pelos agentes. Ele foi atingido mais uma vez, com um tiro na barriga. Segundo a reportagem, vizinhos contaram que o corpo dele foi levado para o Hospital Albert Schweitzer, onde chegou morto. 

Em nota ao Terra, a Assessoria de Imprensa da Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que policiais militares do 14° BPM (Bangu) realizavam um patrulhamento na Rua Viúva Guerreiro, quando foram atacados a tiros por criminosos da Vila Kennedy. 

De acordo com o comando da unidade, houve confronto e logo após a troca de tiros os agentes prenderam um dos envolvidos no ataque à guarnição e com ele, foram localizados  diversas drogas, bem como munições. Ainda segundo o posicionamento da PM, posteriormente, os agentes encontraram o morador ferido no local do confronto. 

O comando do 14° BPM (Bangu) instaurou um procedimento apuratório para analisar o caso. Já a Polícia Civil informou que testemunhas são ouvidas sobre o caso, e que os policiais militares que participaram da ação prestaram depoimento e tiveram as armas apreendidas para exame de perícia. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC). 

Outra morte

Após a morte de Eberson, moradores da comunidade fizeram uma manifestação na Avenida Brasil, onde colocaram fogo em alguns objetos na via. Durante o protesto, um jovem, identificado como Guilherme Carvalho, de 18 anos,  foi morto a tiros. 

De acordo com a TV Globo, um policial militar que estava de folga passou por esse protesto, atirou contra Guilherme e foi embora. Ele teria achado que se tratava de um assalto. A polícia também investiga o caso. 

Fonte: Redação Terra
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