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Termina sequestro de ônibus em SP; motorista foi feito refém

Homem com uma faca manteve vítima por mais de duas horas dentro do coletivo na região de Itaquera, na zona leste

30 abr 2025 - 20h23
(atualizado às 22h05)
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Um motorista de ônibus de 59 anos foi feito refém nesta quarta-feira, 30, na Avenida José Pinheiro Borges, na região de Itaquera, zona leste da capital, por um ex-funcionário da mesma empresa de ônibus, que teria sofrido um surto. A ação acabou por volta das 20h, com o motorista resgatado e o sequestrador preso.

A Polícia Militar foi acionada após um homem, com uma faca, entrar em um ônibus municipal e render o motorista, por volta das 17h40. O ônibus faz a linha 407L-10 (Barro Branco - Guilhermina Esperança) e pertence à empresa Express Transportes Urbanos. Até a publicação desta reportagem, a polícia havia divulgado apenas o primeiro nome do sequestrador: Adriano, de 36 anos.

"O causador do incidente estava dentro do ônibus, como passageiro", contou após a resolução do caso Renato Marques Pavão, comandante interino do Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE), responsável pela negociação que terminou com a libertação do refém.

"Em determinado momento da viagem ele (o sequestrador) apresentou a faca, colocou bem próximo do motorista e pediu que ele desviasse o caminho. Os passageiros ficaram bem nervosos, começou um tumulto, ele direcionou o motorista para essa rua, pediu que atravessasse o ônibus, os passageiros desembarcaram e ele manteve (o motorista) como refém lá dentro", narrou o policial.

"Ele é ex-funcionário dessa empresa e a motivação que ele apresentou é justamente o fato de ter saído desse emprego. Saiu do emprego há por volta de um mês, pediu para ser desligado, (mas) teve uma separação e parece estar com problema financeiro. Ele não tinha antecedente criminal. Esses eram os motivos que ele apresentava pra nós", contou o comandante interino do Gate. Segundo o policial, o sequestrador estaria devendo dinheiro para um agiota.

A situação pode ter levado Adriano a um surto, que contribuiu para cometer o sequestro. O comandante interino do Gate, que não descarta que o sequestrador estivesse sob efeito de medicamentos ou drogas, conta que a linha de raciocínio dele sequestrador era confusa, daí a dificuldade da polícia para atender eventuais pedidos.

"Era um pouco desconexo o que ele falava, mas ele pedia que aquilo que ele estava buscando tivesse publicidade. Durante a negociação ele pediu a presença do advogado e nós trouxemos também uma pessoa que trabalhou com ele, um fiscal, para que ele ficasse um pouco mais calmo", afirmou.

Segundo o policial, o sequestrador não conhecia o refém, embora tivessem trabalhado na mesma empresa. "Ele não conhecia a vítima, foi aleatório. Ele sabia pela cor do ônibus que se tratava da linha em que ele trabalhava, por isso embarcou nesse ônibus", disse. "A vítima estava bem nervosa, é um senhor, estava com a faca bem próxima dele. Era uma faca de aproximadamente 40 centímetros".

A via foi totalmente bloqueada no sentido centro e agentes do GATE especializados em negociação convenceram o homem a se entregar, após praticamente duas horas e meia. Atiradores chegaram a ser posicionados para disparar contra o homem, caso fosse necessário, o que não ocorreu. Durante a negociação, Adriano pediu e recebeu água mineral. Por volta das 20h, aceitou se render e foi conduzido para a delegacia, onde seria lavrada a ocorrência.

Estadão
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