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Morre policial civil baleado por sargento da Rota em SP

Rafael Moura da Silva, de 38 anos, foi atingido por disparo durante operação em favela da zona sul da capital; militares alegam legítima defesa putativa

16 jul 2025 - 17h57
(atualizado às 18h46)
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O policial civil Rafael Moura da Silva, de 38 anos, baleado por um sargento das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) durante uma operação em Campo Limpo, zona sul de São Paulo, morreu nesta quarta-feira, 16.

O agente trabalhava no Corpo Especial de Repressão ao Crime Organizado (Cerco), da 3.ª Delegacia Seccional.

O policial civil Rafael Moura da Silva, que foi baleado pela Rota, na zona sul de São Paulo.
O policial civil Rafael Moura da Silva, que foi baleado pela Rota, na zona sul de São Paulo.
Foto: Reprodução / Estadão / Estadão

O caso aconteceu no final da tarde da última sexta-feira, 11, na Favela do Fogaréu. Os policiais civis se deslocaram à comunidade para verificar uma denúncia de tráfico de drogas. Os agentes entraram por um lado, mas não sabiam que policiais da Rota também adentravam a favela, mas por outro caminho.

Na versão da Polícia Civil, os policiais alegam que se identificaram, mas, mesmo assim, os homens da Rota atiraram. O agente Rafael foi atingido no abdômen e levado para o Hospital das Clínicas. O tiro foi disparado por um sargento da corporação.

De acordo com os relatos feitos por policiais civis, a equipe de Rafael era acompanhada por outra, que estava em uma viatura com as cores da Polícia Civil e teria cruzado com os homens da Rota. E teriam cumprimentado os PMs antes de eles entrarem na favela.

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Já os militares alegam legítima defesa putativa, ou seja, quando alguém age acreditando erroneamente estar sob um risco que justificaria o disparo.

A Polícia Militar informou que instaurou um inquérito policial militar "para apurar todas as circunstâncias", mas que não vai afastar o autor do disparo por motivos técnicos. "A análise das câmeras é compatível com a versão apresentada pelo sargento", disse o porta-voz da PM, o coronel Emerson Massera.

O sargento, contudo, não está em operação para acompanhamento psicológico, informou Massera. Em nota, a corporação lamentou a morte do policial civil.

"Neste momento de dor, a Polícia Militar se solidariza com os familiares, amigos e colegas de farda do policial civil Rafael Moura da Silva, externando votos de força e conforto para todos os que sofrem com esta perda irreparável".

O caso foi registrado no 37.º Distrito Policial, no Campo Limpo. A Polícia Civil investiga o caso para entender melhor a ação dos agentes da Rota e saber se os militares atiraram sem ter conhecimento do alvo.

Após a morte do policial Rafael da Silva, a natureza da ocorrência foi alterada de homicídio tentado para consumado, informou a Secretaria da Segurança Pública do Estado (SSP-SP). Conforme a pasta, a tipificação poderá mudar conforme as investigações avançarem. /COLABOROU MARCELO GODOY

Estadão
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