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Manifestantes vão às ruas contra pastor em Direitos Humanos

Protestos ocorreram em diversas capitais do País

9 mar 2013
17h13
atualizado em 11/3/2013 às 12h03
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Manifestantes contrários à escolha do deputado Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) para presidir a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados foram às ruas do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Santa Catarina e Rio de Janeiro neste sábado para protestar contra a decisão. Na capital gaúcha, eles encontraram integrantes de um protesto contra o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), que voltou a assumir a presidência do Senado neste ano. Os dois grupos discursaram e levantaram cartazes contra os parlamentares no monumento ao Expedicionário e seguiram em caminhada pelo Parque Farroupilha (Parque da Redenção).

O pastor evangélico, considerado racista e homofóbico por grupos humanitários, foi escolhido para o cargo na última quinta-feira em uma sessão tumultuada
O pastor evangélico, considerado racista e homofóbico por grupos humanitários, foi escolhido para o cargo na última quinta-feira em uma sessão tumultuada
Foto: Fernando Diniz / Terra

Os dois protestos foram combinados pela internet em momentos distintos, mas os manifestantes acabaram se unindo para gritar palavras de ordem no parque da capital gaúcha. A maioria foi ao local para repudiar a escolha de Feliciano para presidir a comissão que trata de políticas para minorias. O pastor evangélico, considerado racista e homofóbico por grupos humanitários, foi escolhido para o cargo na última quinta-feira em uma sessão tumultuada.

Para o babalorixá Cristiano Boldrini, um dos organizadores do protesto, a escolha de Feliciano significou uma vergonha para a população. "Recebi com vergonha porque fomos nós, a maioria da população, que elegeram ele", disse. O coordenador-geral do movimento Espiritualidade Inclusiva, Paulo Stekel, também ajudou a reunir manifestantes contrários ao que chama de "homofobia religiosa". "A homofobia familiar é fundamentada pela homofobia religiosa, que entra nas casas e interfere na família", opinou.

Jovem é vaiado ao tentar ler Bíblia
Enquanto manifestantes faziam discursos em defesas a políticas inclusivas e pela organização do movimento LGBT, um jovem de 18 anos tentou subir no palco improvisado em um monumento para ler um trecho do livro de Romanos, da Bíblia, que trata sobre o "pecado da carne". O evangélico escutou vaias e gritos de protesto enquanto pedia a palavra.

"Ele não me representa", falavam manifestantes com cartazes em repúdio ao pastor deputado, mote do protesto. Outros pediam para que fosse respeitada a liberdade de expressão. O evangélico acabou ignorado pela maioria, que partiu para a passeata. 

Colaboraram com esta notícia os internautas Alexandre Mazus, de Belo Horizonte (MG), e Hachid Soares e Eva Bella, de São Paulo (SP), que participaram do vc repórter, canal de jornalismo participativo do Terra. Se você também quiser mandar fotos, textos ou vídeos, clique aqui.

Fonte: Terra
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