Major da PM é preso por usar cargo para cobrar propina; oficial intimidava subordinados
Na manhã da terça-feira, 23 de setembro, o major da Polícia Militar do Paraná (PMPR), Alexandro Marcolino Gomes, foi preso preventivamente, acusado de cobrar propinas.
Na manhã da terça-feira, 23 de setembro, o major da Polícia Militar do Paraná (PMPR), Alexandro Marcolino Gomes, foi preso preventivamente. Ele é acusado de usar o cargo de comandante da 3ª Companhia Independente de Polícia Militar (CIPM) de Loanda, no noroeste do estado, para cobrar propinas dentro da corporação.
A prisão foi decretada pela Justiça Militar após o oficial se tornar réu em ação por corrupção passiva, em denúncia apresentada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).
Segundo o Ministério Público (MP), o major exigia pagamentos ilegais para determinar transferências de policiais, tomar decisões em inquéritos militares e ainda intimidava subordinados.
Alexandro já havia sido preso em 22 de maio deste ano, durante a Operação Zero Um, sob suspeita de "vender" procedimentos internos da corporação. À época, ele chegou a obter prisão domiciliar.
Desta vez, a detenção ocorreu em sua residência, em Maringá, durante a Operação Transparência, também conduzida pelo Gaeco.
Além da prisão preventiva, a Justiça determinou o bloqueio de contas bancárias, veículos e imóveis do major, no valor de R$ 344.333,00.
Outra prisão
Apontado como integrante de uma organização criminosa ligada ao tráfico internacional de drogas e à lavagem de dinheiro, Alexandre Constantino Furtado, presidente da escola de samba Império de Casa Verde e vice-presidente da Liga das Escolas de Samba de São Paulo, foi preso nesta terça-feira, 23 de setembro, durante uma operação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em São Paulo (FICCO-SP).
Segundo a Polícia Federal (PF), Alexandre integra o Primeiro Comando da Capital (PCC).
A ação cumpre 22 mandados de prisão preventiva e 40 de busca e apreensão em São Paulo, Pará, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Goiás. Na capital paulista, 11 endereços foram alvos, incluindo dois dentro da própria escola de samba Império de Casa Verde. Além das prisões, a Justiça determinou o sequestro e bloqueio de bens e valores até o limite de R$ 291,5 milhões.
A operação conta com a participação da Polícia Federal, Polícia Militar, Receita Federal, Secretaria da Segurança Pública e Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo, além da Secretaria Nacional de Políticas Penais.