Justiça determina desocupação do Palácio da Liberdade de BH
Ocupado desde quarta-feira (6), manifestantes exigiam o retorno do pagamento para o quinto dia útil; que, desde 2016, é feito em parcelas
Por decisão judicial, servidores públicos estaduais ativos e aposentados da área de segurança desocuparam de forma pacífica no fim da noite de quarta-feira, 6, o Palácio da Liberdade, de onde vem despachando o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT).
O palácio foi invadido no final da tarde como parte de um protesto de policiais civis e agentes penitenciários, que exigem retorno do pagamento do salário para o quinto dia útil. Desde fevereiro de 2016, os servidores estaduais recebem de forma parcelada. Com a invasão, o palácio foi evacuado.
Em nota, o governo disse que a invasão é de "lamentável oportunismo político que ignora a crise herdada de gestões passadas e as limitações da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF)".
A decisão pela desocupação foi da 3ª Vara Fazenda Pública e Autarquias da Comarca de Belo Horizonte. A ordem afirmava que "caso não houvesse a desocupação espontânea e dificuldade na desocupação compulsória, haveria pena de multa no importe de R$50.000,00 (cinquenta mil reais) por hora de descumprimento para as lideranças e associações identificadas que estiverem envolvidas no movimento de ocupações".
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