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Incêndio já consumiu mais de metade do Parque do Juquery

Prefeitura afirma que fogo começou com queda de balão na região; mais de 110 profissionais trabalham no local

22 ago 2021 17h33
| atualizado às 19h16
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Fumaça de incêndio na Floresta Amazônica perto de Porto Velho
 10/9/2019   REUTERS/Bruno Kelly
Fumaça de incêndio na Floresta Amazônica perto de Porto Velho 10/9/2019 REUTERS/Bruno Kelly
Foto: Reuters

Um incêndio em Franco da Rocha, próximo à região do Parque do Juquery, espalhou fuligem por vários bairros da Grande São Paulo e alguns municípios do ABC paulista ao longo deste domingo, 22. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o fogo teria começado por volta das 9h30 e já atinge parte do parque. 

Segundo a prefeitura de Franco da Rocha, a causa inicial do fogo teria sido a queda de um balão na região próxima ao Parque do Juquery. Os gestores do parque afirmam que o fogo já atingiu os três setores do parque e se alastrou por mais de 1 mil hectares, o que corresponde a metade da sua área total. As chamas também atingem parte do cerrado no bairro Nova Era, em Caieiras. 

Mais de 110 profissionais, entre bombeiros, agentes da Defesa Civil e brigadistas que trabalham no Parque do Juquery estão no local combatendo as chamas. O águia da Polícia Militar também está ajudando na operação, retirando água da Represa Paiva Castro.

Com o vento forte, o fogo se alastrou rapidamente e causou vários focos pelo parque, o que dificultou o trabalho das equipes. Segundo a prefeitura de Franco da Rocha, "o pior do incêndio já passou".

Gerenciado pela Fundação Florestal, o Parque do Juquery é a maior reserva de cerrado da região metropolitana de São Paulo. Criado em 1993, sua área total é de quase 2 mil hectares, espalhados entre os municípios de Franco da Rocha e Caieira.

Segundo a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente, o Estado contratou "diversos serviços" este ano para o Parque Juquery, "visando prevenir os incêndios florestais e minimizar sua propagação quando ocorrerem", como a abertura de 195 m³ de cacimbas para a contenção de águas pluviais e acertos em 30 mil m² de estrada. Quase 150 brigadistas voluntários também passaram por capacitação na Região Metropolitana.

A secretaria também afirmou que, em 2021, foram investidos mais de R$ 7 milhões em ações preventivas para combate aos incêndios florestais, que incluem a construção de aceiros, treinamento dos brigadistas, além da aquisição de maquinários e equipamentos de segurança.

Fuligem atinge São Paulo

Diversas regiões da capital paulista registraram "chuva de fuligem" ao longo do domingo, causada pelo incêndio no Parque do Juquery. Moradores das regiões Norte, Sul, Leste e central postaram relatos nas redes sociais. Há também relatos similares nos municípios de Santo Andre, Bebedouro, Viradouro, Rio Preto, Campinas e Pitangueiras.

Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da Prefeitura de São Paulo, o vento forte tem trazido a fuligem para a capital. Em algumas imagens publicadas nas redes sociais, é possível ver restos de folhas e gravetos.

Tempo seco favorece queimadas

O domingo na capital paulista foi de calor atípico para o inverno, com termômetros registrando até 31ºC em Itaquera. A umidade relativa do ar chegou a 22%, o que fez o CGE decretar estado de alerta em todo o município. Segundo o órgão, essas condições climáticas favorecem o surgimento de incêndios florestais, queimadas e agravam os efeitos da poluição.

A Defesa Civil também emitiu alerta de baixa umidade relativa do ar em pelo menos outros 35 municípios do Estado durante este domingo. A previsão é que o tempo continue assim até a próxima quinta-feira, 26, pelo menos.

Estadão
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