Incêndio destrói quarteirão de lojas no centro de Manaus
- Arnoldo Santos
- Direto de Manaus
Um incêndio, que começou por volta das 17h, destruiu um quarteirão do centro de Manaus nesta segunda-feira. Pelo menos oito lojas foram atingidas pelo fogo, que consumiu uma das áreas de prédios mais antigas da cidade.
Nesta região, a marior parte dos estabelecimentos comerciais vende produtos eletroeletrônicos e roupas, reminiscentes do tempo em que Manaus era conhecida pela venda de produtos importados com as facilidades fiscais da Zona Franca.
Os bombeiros foram acionados e interditaram a avenida Sete de Setembro, uma das principais vias de acesso ao centro da cidade. Cerca de 60 homens tentaram controlar o fogo, mas os prédios foram rapidamente destruídos. Segundo o Corpo de Bombeiros, o fato de os imóveis serem construções antigas, com telhado de madeira, ajudou a propagar o fogo com mais rapidez.
Prédios maiores e mais modernos da região foram evacuados. Entre eles, o prédio da Superintendência Regional do Banco do Brasil. "A superintendência já nos avisou que vamos ter de mudar para a agência da Praça XV (também no centro) por causa do incêndio. Nós temos um plano de evacuação, mas as chamas estavam muito altas e nos assustamos um pouco", disse um dos funcionários da agência.
Ainda segundo os bombeiros, que continuam trabalhando, o objetivo é evitar que o fogo se alastre para outras lojas. As causas do incêndio ainda são desconhecidas, mas não houve vítimas. "Apesar do fogo ter se alastrado muito rápido, os funcionários das lojas foram logo evacuados. Nossa maior preocupação ainda é com o fogo poder se alastrar para as outras lojas por isso estamos cercando o quarteirão inclusive para não chegar ao prédio do Banco do Brasil que é o maior da área", disse o coronel do corpo de Bombeiros, Mário Belota.
O prédio incendiado é um dos mais antigos do centro de Manaus com mais de 80 anos de construção, pertencente ao casario tombado da capital amazonense. Mas como o fogo, há um grande risco dele vir abaixo. A Defesa Civil isolou a área e os bombeiros só chegam próximo alguns metros das portas das lojas.
"A parte da frente ainda está estável, mas toda a estrutura de trás é segurada pelas paredes. O problema é que algumas partes da fachada lateral já apresenta rachaduras e pode desabar. Por isso só vamos poder fazer algum tipo de avaliação mais precisa quando o fogo for totalmente debelado", disse o engenheiro da defesa civil, Antonio Belém.
"Esta área sempre foi usada com fins comerciais. Mesmo no tempo áureo da borracha, a avenida Sete de Setembro já era muito movimentada. Por isso os prédios são usados até hoje como lojas. É uma perda considerável para o patrimônio histórico de Manaus caso o prédio seja realmente condenado e desabe", disse o historiador Pontes Filho para a reportagem do Terra.