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Ibama multa Eletronuclear por liberação de material radioativo no mar

O acidente envolveu a liberação não programada de água contaminada com substâncias radioativas na Baía de Itaorna, no litoral sul fluminense.

24 mar 2023 - 11h27
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O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) deu uma multa de R$ 2 milhões para a Eletronuclear por um acidente ocorrido na Usina Nuclear Angra 1 em setembro do ano passado, segundo o g1. A informação foi divulgada pela própria empresa, que administra o complexo nuclear de Angra dos Reis.

Foto: Perfil Brasil
Foto: Perfil Brasil

O acidente envolveu a liberação não programada de água contaminada com substâncias radioativas na Baía de Itaorna, no litoral sul fluminense.

Na última quarta-feira (22), a Justiça Federal determinou que a Eletronuclear realize, em até 30 dias, uma avaliação completa dos danos causados no acidente, a pedido do Ministério Público Federal (MPF), segundo a Agência Brasil.

Além disso, a Vara Única de Angra dos Reis determinou que a Eletronuclear evite atividades que possam agravar a contaminação ambiental da área afetada pelo acidente, incluindo o descarte inadequado de novos resíduos radioativos.

Segundo a Justiça, relatório do Ibama apontou falha estritamente humana, enquanto a Eletronuclear aponta problemas de corrosão de tubulações, falha humana e condições climáticas.

De acordo com a Agência Brasil, na ação civil pública, o MPF considera que a Eletronuclear teria tentado esconder o incidente e pede a responsabilização da estatal.

Em nota, a Eletronuclear informou que, no dia 16 de setembro, Angra 1 fez liberação não programa de "pequeno volume de água contendo substâncias de baixo teor de radioatividade".

A empresa disse que os índices de radioatividade estavam abaixo dos limites da legislação que caracterizam a ocorrência de um acidente.

"Em relação à matéria "Eletronuclear deixa de informar vazamento de material radioativo no mar e vira alvo na Justiça", publicada hoje (23) pelo site do jornal O Globo, a empresa esclarece alguns pontos que não ficaram claros na reportagem.Ao contrário do que afirma o veículo, não houve acidente radioativo em Angra 1. Em 16/09/22, ocorreu uma liberação não programada na usina de cerca de 90 litros de água (o equivalente a dois tanques de combustível de um carro popular) contendo substâncias com baixo teor radioativo. Como os valores estavam muito abaixo dos limites da legislação que caracterizam a ocorrência de um acidente, a empresa tratou o evento como incidente operacional interno e informou o assunto nos relatórios regulares enviados às autoridades competentes.Inicialmente, por conta própria e depois sob demanda do Ibama, a companhia intensificou a monitoração radiológica no local de despejo das águas pluviais sem encontrar nenhum impacto ambiental.O Laboratório de Monitoração Ambiental (LMA) da Eletronuclear realizou, na Baía de Itaorna, a análise de amostras de água do mar e de sedimentos marinhos, coletadas em locais escolhidos próximos às saídas de água de Angra 1. Como resultado, não foram encontrados radionuclídeos artificiais - aqueles produzidos pelas atividades do homem, como por exemplo num reator nuclear - na água do mar.  Em somente uma amostra de sedimentos marinhos foram encontrados dois elementos com uma atividade radiológica baixa, fato que foi devidamente informado aos órgãos fiscalizadores.Para se ter ideia, o valor verificado foi bem menor do que o recebido por um indivíduo submetido a uma radiografia de tórax e cerca de 1.000 vezes menor que a exposição anual proveniente da radiação natural, presente no nosso dia a dia. Também é menos de 2% do limite de dose para indivíduos do público estabelecido nas normas da Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen). Dessa forma, o LMA concluiu não ter havido impacto radiológico para o meio ambiente.Na semana passada, a Eletronuclear recebeu do Ministério do Meio Ambiente os relatórios de fiscalização e autos de infração referentes à questão. A emissão desses documentos trouxe o tema novamente à tona, motivando a matéria do Globo.Ao ser contatada pelo jornal, a empresa respondeu prontamente, buscando prestar os esclarecimentos necessários. Em sua resposta, a companhia frisa que vai recorrer junto ao Ibama, uma vez que entende ter cumprido o que determina a legislação.A diretoria executiva da Eletronuclear, empossada após os acontecimentos, ressalta que abriu processo interno para apurar se houve alguma falha nas comunicações e está tomando as providências para que, daqui para frente, todos os eventos sejam divulgados com ampla transparência e publicidade.Eduardo Grand CourtPresidente da Eletronuclear"
Perfil Brasil
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