Hacker de 22 anos, ligado ao MaxBuscas, é preso pela Polícia Civil em Três Passos
Operação DarkCode desmantela um dos maiores esquemas de venda de dados pessoais na internet
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) prendeu, nesta quarta-feira (26), um hacker de 22 anos, identificado pelo codinome "Code", em Três Passos, no Rio Grande do Sul. Ele era o segundo dono do MaxBuscas, uma das principais plataformas de comercialização de dados pessoais vazados no Brasil.
Durante a ação, foram apreendidos celulares, computadores, uma grande quantia em dinheiro, além do bloqueio de contas bancárias e a apreensão de um veículo.
Hacker desenvolvia sistemas para invasão de dados
Segundo a PCDF, "Code" era o desenvolvedor da plataforma e responsável por sistemas ilegais que automatizavam invasões e extração de informações de bancos de dados governamentais protegidos. O delegado Eduardo Dal Fabro, da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRRC), destacou que o hacker operava nas sombras da internet, dificultando sua identificação.
"Autodidata e extremamente inteligente, ele era discreto a ponto de ninguém desconfiar de suas atividades criminosas", afirmou Dal Fabro.
Crimes e pena de até 24 anos de prisão
O hacker responderá pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, receptação qualificada e invasão de dispositivo informático, podendo pegar até 24 anos de prisão.
A Operação DarkCode faz parte da segunda fase da investigação que busca desarticular o esquema criminoso do MaxBuscas. A primeira fase, chamada de Darkspot, resultou na prisão de três pessoas, incluindo um casal detido em um condomínio de luxo em Santa Catarina.
Venda de dados facilitava golpes na internet
O MaxBuscas permitia a busca e comercialização de informações sigilosas, como CPF, dados bancários, histórico de crédito e informações sobre familiares. Esse tipo de plataforma era usado por criminosos para aplicar golpes sofisticados, como a falsa central bancária, onde os golpistas ligavam para vítimas munidos de detalhes pessoais para enganá-las.
A PCDF considera a operação um avanço no combate à comercialização ilegal de dados sigilosos, reforçando que a desativação dessas plataformas é prioridade para conter crimes cibernéticos.