Script = https://s1.trrsf.com/update-1768488324/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Grupo de sem-teto ocupa prefeitura de Belo Horizonte em protesto

29 jul 2013 - 15h40
(atualizado às 16h11)
Compartilhar
Exibir comentários
<b>29 de julho</b> - Grupo de sem-teto ocupa a prefeitura de Belo Horizonte em protesto por diálogo com o prefeito, Marcio Lacerda. Cerca de 100 moradores de comunidades irregulares entraram no prédio público
29 de julho - Grupo de sem-teto ocupa a prefeitura de Belo Horizonte em protesto por diálogo com o prefeito, Marcio Lacerda. Cerca de 100 moradores de comunidades irregulares entraram no prédio público
Foto: Ney Rubens / Especial para Terra

Cerca de 100 manifestantes sem-teto ocuparam no final da manhã desta segunda-feira a prefeitura de Belo Horizonte em um protesto pedindo diálogo com as autoridades sobre moradias ilegais na capital mineira. O grupo vive em quatro áreas ocupadas irregularmente - as comunidades de Dandara, Eliana Silva, Irmã Dorothy e Vila Cafezal. Os sem-teto reclamam que o prefeito Marcio Lacerda (PSB) está no cargo há cinco anos a nunca havia recebido as lideranças do movimento para dialogar sobre o assunto.

No começo desta tarde, a prefeitura de Belo Horizonte informou que o secretário municipal de Governo, Josué Valadão, se reuniu com os líderes dos manifestantes. No começo desta tarde, a prefeitura de Belo Horizonte informou que o secretário municipal de Governo, Josué Valadão, se reuniu com os líderes dos manifestantes. As autoridades também informaram que o prédio estava fechado para a entrada de qualquer pessoa por motivos de segurança.

A advogada Larissa Pirchinier, representante do movimento, afirmou que "a ocupação é uma tentativa de abertura de dialogo com o prefeito Marcio Lacerda, que já governa há 5 anos e, até hoje, nada". "Inclusive, ele prometeu que não acionaria a Justiça para despejar as famílias, mas recentemente recebemos uma ação de despejo que está com mandado pendente para a comunidade Eliana Silva, que fica no barreiro", disse ela.

De acordo com a prefeitura, dentro do prédio, há cerca de 50 pessoas. Dois micro-ônibus do batalhão de choque da Polícia Militar e outras cinco viaturas (cerca de 50 PMs) foram acionados e permanecem de prontidão para intervir caso haja necessidade.

Protestos contra tarifas mobilizam população e desafiam governos de todo o País
Mobilizados contra o aumento das tarifas de transporte público nas grandes cidades brasileiras, grupos de ativistas organizaram protestos para pedir a redução dos preços e maior qualidade dos serviços públicos prestados à população. Estes atos ganharam corpo e expressão nacional, dilatando-se gradualmente em uma onda de protestos e levando dezenas de milhares de pessoas às ruas com uma agenda de reivindicações ampla e com um significado ainda não plenamente compreendido.

A mobilização começou em Porto Alegre, quando, entre março e abril, milhares de manifestantes agruparam-se em frente à Prefeitura para protestar contra o recente aumento do preço das passagens de ônibus; a mobilização surtiu efeito, e o aumento foi temporariamente revogado. Poucos meses depois, o mesmo movimento se gestou em São Paulo, onde sucessivas mobilizações atraíram milhares às ruas; o maior episódio ocorreu no dia 13 de junho, quando um imenso ato público acabou em violentos confrontos com a polícia.

A grandeza do protesto e a violência dos confrontos expandiu a pauta para todo o País. Foi assim que, no dia 17 de junho, o Brasil viveu o que foi visto como uma das maiores jornadas populares dos últimos 20 anos. Motivados contra os aumentos do preço dos transportes, mas também já inflamados por diversas outras bandeiras, tais como a realização da Copa do Mundo de 2014, a nação viveu uma noite de mobilização e confrontos em São PauloRio de JaneiroCuritibaSalvadorFortalezaPorto Alegre e Brasília.

A onda de protestos mobiliza o debate do País e levanta um amálgama de questionamentos sobre objetivos, rumos, pautas e significados de um movimento popular singular na história brasileira desde a restauração do regime democrático em 1985. A revogação dos aumentos das passagens já é um dos resultados obtidos em São Paulo e outras cidades, mas o movimento não deve parar por aí. “Essas vozes precisam ser ouvidas”, disse a presidente Dilma Rousseff, ela própria e seu governo alvos de críticas.

Fonte: Especial para Terra
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade