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Governo pede cancelamento do carnaval de rua em todo o RJ

Em nota, o governador Cláudio Castro (PL) afirmou que não é recomendável o a realização da festa em razão do aumento de casos de covid-19

7 jan 2022 17h37
| atualizado às 17h48
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Desfile de bloco no Carnaval do Rio de Janeiro
 16/2/2020 REUTERS/Marcelo Carnaval
Desfile de bloco no Carnaval do Rio de Janeiro 16/2/2020 REUTERS/Marcelo Carnaval
Foto: Reuters

RIO - O governo do Rio de Janeiro recomendou, em nota emitida nesta sexta-feira, 7, o cancelamento do carnaval de rua em todo o Estado, em função do aumento de casos de covid-19. Os desfiles dos blocos no município do Rio já haviam sido cancelados pelo prefeito Eduardo Paes (PSD) na quarta-feira, 5. Vários outros municípios do Estado, como Niterói e Maricá, também já cancelaram o carnaval de rua.

Na nota emitida nesta sexta-feira, o governador Cláudio Castro (PL) afirma que "não é recomendável a realização do carnaval de rua no Rio de Janeiro, em razão do aumento do número de casos de Covid-19. A comemoração promoveria aglomerações sem haver a possibilidade de seguir os protocolos sanitários determinados pela Secretaria de Estado de Saúde".

Ainda conforme a nota, Castro encaminhou ao comitê científico do Estado uma indicação para que o carnaval de rua não seja liberado e aguarda a deliberação dos especialistas. O governador determinou que o secretário estadual de Saúde, Alexandre Chieppe, "dialogue com o conselho de secretários de saúde dos municípios para que o evento seja suspenso neste ano".

No Rio, ao cancelar o desfile dos blocos pelas ruas, na quarta-feira, o prefeito chegou a propor aos blocos que se apresentem em lugares fechados, como o Parque Olímpico, para que seja possível o controle de acesso das pessoas. A princípio, essa proposta foi rechaçada pelos representantes dos blocos. Eles consideram que cada bloco tem estreita ligação com a região onde desfilam e não faria sentido se apresentarem longe dali. Uma nova reunião que ocorreria na quinta-feira, 6, entre a prefeitura e representantes dos blocos foi adiada a pedido destes últimos, e deve ocorrer na próxima semana.

O desfile das escolas de samba na Sapucaí segue mantido, sob o argumento de que, tratando-se de um lugar fechado, será possível permitir a entrada apenas de quem comprovar ter tomado a vacina e apresentar exame negativo de covid, feito nas horas anteriores. Mas, pelo menos um integrante do comitê científico do Estado defende que o desfile na Sapucaí e outros eventos fechados, como bailes de carnaval, também sejam proibidos.

"Não deve haver nem (desfile na) Marquês de Sapucaí nem os bailes em clubes, mesmo que tenham um controle (de passaporte de vacinação e testagem). Acho que devemos ter um debate ético: qual o custo que queremos ter? Claro, porque (ao) não ter o carnaval nossa saúde mental e a economia perdem. Estamos dispostos a pagar com vidas para ter um momento de descontração e melhorar a economia?", questionou o médico infectologista e epidemiologista Roberto Medronho, em entrevista à emissora de TV Globonews. Ainda nesta sexta-feira está programada uma reunião do comitê científico do Estado.

A Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) continua afirmando que os desfiles na Sapucaí podem acontecer. Mas os ensaios técnicos, inicialmente programados para ocorrer a partir deste mês, foram adiados para fevereiro, em função de obras que estão sendo realizadas na pista de desfile. A Liesa planeja apresentar um aplicativo por meio do qual desfilantes e público comprovariam estar vacinados e não infectados pela covid-19.

 

Estadão
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