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Governo federal cobra educação antirracista da polícia de SP após morte de marceneiro por PM

Em nota, Ministério dos Direitos Humanos exigiu 'apuração rigorosa' do caso. Guilherme Ferreira, de 26 anos, foi assassinado por policial quando saía do trabalho. SSP diz que agente foi afastado

9 jul 2025 - 19h41
(atualizado às 20h06)
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O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) divulgou nesta quarta-feira, 9, uma nota exigindo a apuração rigorosa do assassinato do marceneiro Guilherme Ferreira, de 26 anos, morto por um policial militar no dia 4 de julho em Parelheiros, na zona sul de São Paulo. O PM alegou que confundiu a vítima com um ladrão e efetuou os disparos.

No documento, o governo federal também cobra a inclusão de uma educação antirracista na formação contínua em direitos humanos pelos órgãos policiais.

"Frente à gravidade dos fatos, o MDHC exige uma apuração rigorosa, célere e transparente do caso, com a imediata responsabilização de todos os envolvidos. A justiça para Guilherme Dias e sua família é um passo fundamental para a construção de uma sociedade mais justa, onde a cor da pele não defina o risco de morte e onde a dignidade humana seja o nosso valor mais sagrado."

Em nota, o governo paulista disse não compactuar "com desvios de conduta por parte de seus agentes e reforça o compromisso das forças policiais com a legalidade e o respeito aos direitos humanos."

A atual gestão ainda alega investir na qualificação e modernização das forças de segurança. "Paralelamente, comissões analisam individualmente cada ocorrência, com o objetivo de aprimorar os protocolos e orientar a atuação policial."

Conforme revelado pelo Estadão, apesar das constantes denúncias de violência policial, Tarcísio de Freitas (Republicanos) não considera demitir o secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite.

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Guilherme foi assassinado com um tiro na cabeça. Ele estava com uma sacola onde levava a marmita e os talheres que usou no serviço.

"O trágico episódio envolvendo Guilherme Dias é um alerta contundente de que precisamos, urgentemente, repensar as políticas de segurança pública e o papel de nossas forças policiais no combate à violência. É imperativo que a atuação policial seja pautada pelo respeito inegociável aos direitos humanos, garantindo a segurança de todos, sem jamais colocar em risco a vida de pessoas inocentes", afirma o Ministério.

O policial Fábio Anderson Pereira, de 35 anos, foi preso em flagrante por homicídio culposo, mas pagou fiança e responderá em liberdade pelo homicídio.

Estadão apurou que ele pertence ao 12º Batalhão de Polícia da PM, no Campo Belo, zona sul da capital. A reportagem não conseguiu contato com a defesa do PM. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) disse que o agente foi afastado.

'Trabalhador, do bem, sonhava em ser pai'

Guilherme Dias dos Santos Ferreira trabalhava havia três anos como marceneiro na empresa Dream Box, que projeta e monta camas, com unidades em São Paulo e no Rio de Janeiro. A unidade de São Paulo não abriu nesta segunda-feira em luto pela morte do colaborador.

O rapaz já ocupava um cargo de destaque por ter habilidades técnicas e estava sendo preparado para ganhar uma promoção, segundo o proprietário da empresa. "Ele estava em treinamento para subir de cargo. Temos uma boa equipe na unidade, mas o Guilherme era muito bom, um cara maravilhoso."

Ele era casado e tinha o sonho de ser pai, segundo Sthephanie dos Santos Ferreira Dias, viúva de Guilherme.

Estadão
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