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Governo do Rio Grande do Sul promete apuração rigorosa

Seguranças envolvidos na morte de João Alberto Silveira Freitas responderão por homicídio triplamente qualificado

20 nov 2020
12h16
atualizado às 13h06
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 A morte brutal de João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, por seguranças do Carrefour, em Porto Alegre, levou o governo gaúcho a antecipar o lançamento da Delegacia de Polícia de Combate à Intolerância (DPCI) no Estado. A informação foi dada pelo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB), e pela chefe da Polícia Civil, delegada Nadine Anflor, nesta sexta-feira, 20, um dia após o assassinato de João Alberto.

A nova DP será inaugurada no próximo dia 10 de dezembro, quando é celebrado o Dia Internacional dos Direitos Humanos. Eduardo Leite destacou que hoje é comemorado o Dia da Consciência Negra e mencionou as políticas que foram adotadas pelo governo em 2019, como o Departamento de Proteção a Grupos Vulneráveis.

"Infelizmente, nesse dia que nós deveríamos estar celebrando essas políticas públicas, nós todos nos deparamos com cenas que nos deixam todos indignados pelo excesso de violência que levou à morte de um cidadão negro num supermercado aqui na capital gaúcha", afirmou Leite.

Vídeo compartilhado nas redes sociais mostra agressões a homem negro no estacionamento do Carrefour
Vídeo compartilhado nas redes sociais mostra agressões a homem negro no estacionamento do Carrefour
Foto: Twitter/Reprodução / Estadão

Segundo Nadine Anflor, a nova delegacia estará vinculada ao Departamento Estadual de Proteção aos Grupos Vulneráveis (DPGV). "No dia 10 de dezembro estaremos inaugurando a primeira delegacia de intolerância para mudar um pouco essa triste realidade de intolerância e falta de empatia. Hoje, no Dia da Consciência Negra, a gente tem que falar sobre as consequências que essa intolerância, racismo e crimes raciais causam na sociedade", ressaltou a chefe de Polícia.

Nadine também confirmou que os detidos foram autuados por homicídio triplamente qualificado, por asfixia e impossibilidade de resistência da vítima.

Conforme Eduardo Leite, o caso terá uma apuração rigorosa. "Todo o esforço do Estado na apuração e para que os responsáveis por este crime enfrentem a Justiça, tendo a oportunidade da defesa. As cenas são incontestes de que houve excessos que deverão ser apurados e dada a consequência para este crime", reiterou.

Sobre o envolvimento de um policial militar temporário na morte de João Alberto, o comandante da Brigada Militar, Coronel Rodrigo Mohr Picon, afirmou que ele deverá ser demitido. "Ele deve ser retirado da corporação e responder civilmente pelo crime", disse o militar.

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