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Falta de chuva: cidade do interior de SP começa a fazer rodízio de água de 24 horas; entenda

Enquanto nível de rio não aumentar, bairros de Bauru vão passar um dia com abastecimento e outro sem

28 ago 2025 - 18h48
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O município de Bauru, no interior de São Paulo, adotou um sistema de rodízio no abastecimento de água a partir desta quinta-feira, 28. A medida se deve à estiagem prolongada que atinge a região e afeta o rio Batalha, de onde é realizada a captação de água para atender os moradores. Os bairros afetados foram divididos em dois grupos, que vão alternar os dias de abastecimento. Assim, cada bairro recebe água em um dia e fica sem abastecimento no seguinte.

A decisão foi tomada pelo Departamento de Água e Esgoto (DAE) na segunda-feira, 25, quando o nível da lagoa de captação do rio Batalha estava em 2,39 metros. O ideal são 3,20 metros. Na quarta-feira, 27, a situação estava ainda pior, com 2,11 metros, e não há previsão de chuvas para os próximos dias.

O rodízio vai afetar apenas os bairros atendidos pela Estação de Tratamento de Água (ETA). As regiões onde o fornecimento é feito por meio de poços não serão atingidas. A dependência do rio Batalha, que já atingiu mais de 40% da população, hoje abrange 27% da população de Bauru.

A lagoa de captação do Rio Batalha, em Bauru: nível baixo fez município adotar rodízio.
A lagoa de captação do Rio Batalha, em Bauru: nível baixo fez município adotar rodízio.
Foto: DAE/Divulgação / Estadão

A população atendida pela ETA foi dividida em dois grupos, que receberão água em dias alternados durante o rodízio. O Grupo 1, azul, terá água nesta quinta-feira, no sábado, 30, na segunda-feira, 1.º, e assim por diante:

  • Vila Independência
  • Jardim Ouro Verde
  • Parque dos Sabiás

O Grupo 2, amarelo, terá água na sexta-feira, 29, no domingo, 31, na terça-feira, 2, e assim sucessivamente.

  • Vila Falcão
  • Vila Alto Paraíso
  • Vila Industrial

A programação obedece a critérios técnicos e será suspensa assim que o nível do Batalha se recuperar, segundo o DAE. Embora os bairros abastecidos por poços não façam parte do rodízio, a Região Central, os Altos da Cidade, a Vila Universitária e o Jardim Infante Dom Henrique poderão apresentar instabilidade, pois são áreas que também recebem reforço do sistema Batalha/ETA.

Região Metropolitana

A Companhia de Saneamento Básico do Estado (Sabesp) anunciou redução da pressão na distribuição de água na região metropolitana de São Paulo pelo período de oito horas durante as madrugadas, desde quarta-feira, 27. A previsão é de que a medida garantirá uma economia de 4m³ de água por segundo.

A redução da pressão na tubulação é válida até que sejam recuperados os níveis dos reservatórios que abastecem a região metropolitana. A região metropolitana vem enfrentando uma sequência de anos com chuvas abaixo da média.

Como o Estadão mostrou, os sete sistemas de água que abastecem as cidades da região metropolitana de São Paulo operam no menor nível dos últimos 10 anos para o mês de agosto. Reunindo os sistemas Cantareira, Guarapiranga, Rio Grande, Rio Claro, Alto Tietê, Alto Cotia e São Lourenço, o Sistema Integrado Metropolitano (SIM) funcionava na terça-feira, 19, com 39,9% da sua capacidade.

É o menor volume para a data desde 2015, quando a região sofreu com uma crise hídrica histórica. Em 19 de agosto daquele ano, os reservatórios operaram com apenas 10,6% do volume total.

Estadão
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