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Escândalo em São Leopoldo: Policial Civil é denunciado por furto de provas e conluio com o Tráfico

Ministério Público do Rio Grande do Sul aponta esquema de vazamento de informações e adulteração de investigações no Vale do Sinos.

5 set 2026 - 17h19
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Resumo
O Ministério Público do Rio Grande do Sul denunciou um policial civil e mais quatro pessoas por corrupção e elo com o tráfico em São Leopoldo. O agente é acusado de furtar um celular sob custódia na delegacia para barrar perícias, vazar alertas de operações e fraudar documentos para proteger comparsas. O MPRS pediu o afastamento imediato e a demissão do servidor, além da retenção de sua arma e distintivo. Os envolvidos podem pegar mais de 15 anos de prisão pelos crimes cometidos.

Uma denúncia formalizada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) na região do Vale do Sinos revelou um esquema de corrupção estruturado dentro da segurança pública em São Leopoldo. A acusação aponta o envolvimento direto de um agente da Polícia Civil com grupos criminosos locais, culminando em cinco pessoas denunciadas por crimes graves.

Foto: imagem meramente ilustrativa / Ricardo Wolffenbüttel/ SECOM / Porto Alegre 24 horas

O eixo central da acusação envolve a subtração de um aparelho celular de última geração que estava sob custódia oficial na própria Delegacia de Polícia. Segundo as investigações, o policial civil furtou o dispositivo com o propósito claro de obstruir a justiça, impedindo que equipes de perícia acessassem conversas, registros e mensagens vitais para comprovar a atuação da facção criminosa.

Além do furto de provas, o inquérito apontou que o agente mantinha uma relação estável com outros quatro investigados, atuando como um informante que repassava alertas prévios sobre operações policiais. O grupo também é acusado de fraude processual, articulando alterações em documentos e elementos materiais para ludibriar peritos e magistrados, livrando comparsas de prisões em flagrante.

Diante da gravidade dos fatos, o MPRS solicitou medidas cautelares rigorosas, incluindo o afastamento imediato do policial de suas funções, com retenção de arma, distintivo e funcional. O material probatório foi encaminhado à Corregedoria-Geral da Polícia Civil (Cogepol) para a abertura de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) com foco na demissão do servidor. Se condenados, os réus enfrentam penas que podem ultrapassar 15 anos de reclusão por associação ao tráfico, fraude processual e furto qualificado.

Porto Alegre 24 horas
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