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'Sintonias' de facção faziam torturas e tinham central clandestina para monitorar policiais

Oito pessoas foram presas; investigações revelam que grupo mantinha monitoramento equipado com câmeras e rádios comunicadores; defesas não foram localizadas

5 set 2026 - 15h37
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Resumo
A Polícia Civil de São Paulo prendeu oito líderes de uma facção criminosa durante operação em Jundiaí. Os suspeitos operavam uma central clandestina para monitorar viaturas e se antecipar às forças de segurança. Segundo as investigações, o grupo também comandava o tráfico de drogas e ordenava torturas e execuções contra quem desobedecesse às regras da organização. Na ação, os policiais apreenderam armas, drogas, rádios e dinheiro, além de desarticular o centro de vigilância ilegal.

A Polícia Civil de São Paulo prendeu nessa sexta-feira, 4, oito integrantes do alto escalão de uma facção criminosa que usava uma central clandestina em Jundiaí, no interior paulista, para monitorar a atividade policial na região. A identidade das pessoas não foram reveladas, desta forma as defesas não foram localizadas.

Conforme a Secretaria da Segurança Pública do Estado, os suspeitos também eram responsáveis pelo comando do tráfico de drogas e por ordenar torturas e execuções contra pessoas que desobedecessem às regras impostas pelo grupo. O nome da facção não foi revelado.

As prisões foram feitas durante a Operação Colapso, deflagrada no município por agentes da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise).

"Ao todo, os policiais cumpriram sete mandados de busca e apreensão e sete de prisão temporária. Um suspeito que não era alvo dos mandados de prisão também foi detido em flagrante por envolvimento no esquema", disse a SSP.

Entre os oito presos, cinco foram autuados em flagrante por crimes como tráfico de drogas, porte ilegal de arma e lavagem de dinheiro.

Polícia prende ‘sintonias’ de facção que monitoravam agentes em central clandestina em Jundiaí.
Polícia prende ‘sintonias’ de facção que monitoravam agentes em central clandestina em Jundiaí.
Foto: Polícia Civil/Divulgação / Estadão

Durante as diligências, os agentes apreenderam nas residências dos investigados 1,3 mil papelotes de cocaína, 4,7 quilos de cocaína, porções de maconha, uma arma de fogo com numeração raspada, apetrechos para preparação de entorpecentes, anotações da contabilidade do tráfico, balanças de precisão, uma seladora, rádios comunicadores e R$ 10 mil em dinheiro.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, os presos exerciam a função de 'sintonia' dentro da facção, atuando na liderança e na supervisão das atividades da organização criminosa.

"Dois deles eram apontados como líderes do esquema. Os investigados responderão pelos crimes de organização criminosa ultraviolenta, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas", afirmou a pasta.

Polícia prende ‘sintonias’ de facção que monitoravam agentes em central clandestina em Jundiaí.
Polícia prende ‘sintonias’ de facção que monitoravam agentes em central clandestina em Jundiaí.
Foto: Polícia Civil/Divulgação / Estadão

A SSP disse que as investigações começaram há seis meses e identificaram que o grupo mantinha um centro clandestino de monitoramento equipado com câmeras e rádios comunicadores.

"O local era usado para acompanhar a movimentação de policiais e se antecipar às ações das forças de segurança", disse.

Ainda segundo a investigação, pessoas que desobedeciam às ordens da facção, inclusive os próprios integrantes, eram levadas a um local no bairro São Camilo, onde sofriam castigos e, em alguns casos, eram executadas.

Estadão
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