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Professor investigado por importunação sexual contra alunas é afastado de escola estadual em Santa Maria

Sindicância apura conduta após relatos de quatro estudantes no Colégio Tancredo Neves; docente compareceu à instituição e foi agredido por familiar

5 set 2026 - 12h49
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Resumo
Um professor do Colégio Estadual Tancredo Neves, em Santa Maria, foi afastado após denúncias de importunação sexual contra ao menos quatro alunas. O caso veio à tona após a Brigada Militar ser acionada na instituição, onde o docente acabou agredido por um familiar de uma das estudantes. O episódio é investigado em duas frentes: administrativamente pela 8ª Coordenadoria Regional de Educação, que avalia possível exoneração, e criminalmente pela Polícia Civil, que apura os abusos e a agressão.

Um professor do Colégio Estadual Tancredo Neves, em Santa Maria, na Região Central do Estado, foi preventivamente afastado de suas funções pedagógicas após ser denunciado por importunação sexual contra alunas da instituição. A decisão foi formalizada pela 8ª Coordenadoria Regional de Educação (8ª CRE), que abriu uma sindicância administrativa para apurar o caso junto à Procuradoria-Geral do Estado (PGE).

Foto: Reprodução / Ilustrativa / Porto Alegre 24 horas

A apuração começou na quarta-feira (2), quando o órgão regional recebeu os primeiros relatos formais. O episódio se tornou público na quinta-feira (3), data em que a Brigada Militar foi acionada para intervir no colégio, localizado no bairro Tancredo Neves. No boletim de ocorrência registrado pela corporação, uma adolescente de 16 anos relatou investidas de cunho sexual por parte do docente durante o período de aula, citando ao menos outras três colegas como vítimas da mesma conduta.

Tumulto, agressão física e investigação dupla:

Afastamento preventivo: Inicialmente retirado das turmas, o docente recebeu ordem para permanecer afastado das dependências da instituição e aguardar o desfecho processual em casa.

Tumulto no colégio: Na quinta-feira (3), o professor compareceu ao prédio escolar, momento em que um familiar ligado a uma das alunas invadiu o local. Houve confronto físico e o educador acabou agredido, registrando ocorrência policial pelas agressões sofridas.

Apurações paralelas: O caso tramita em duas frentes independentes: a esfera administrativa, coordenada pela comissão de sindicância da 8ª CRE, e a criminal, conduzida pela Polícia Civil com foco nas denúncias de importunação sexual e nas agressões corporais ocorridas na instituição.

O coordenador regional da 8ª CRE, José Luis Eggres, ressaltou que tanto o docente quanto a direção da escola já prestaram os primeiros esclarecimentos. Conforme o gestor, sanções administrativas mais severas, como a exoneração definitiva do cargo, dependerão da conclusão do relatório elaborado pela comissão processante.

Porto Alegre 24 horas
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