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Doria repete que não tem 'compromisso com o erro' sobre Paraisópolis

Depois de sair em defesa da PM, governador mudou o tom em relação ao caso que terminou com a morte de 9 pessoas pisoteadas

7 dez 2019
15h11
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BRASÍLIA - O governador João Doria (PSDB) repetiu que "não tem compromisso com o erro" ao ser questionado se incorporaria parte das teses discutidas sobre segurança no Congresso do PSDB, em Brasília, no governo de São Paulo depois das ações da Polícia Militar em Paraisópolis e Heliópolis, na zona sul da capital paulista.

O governador João Doria participa neste sábado, 7, do Congresso do PSDB, em Brasília
O governador João Doria participa neste sábado, 7, do Congresso do PSDB, em Brasília
Foto: PSDB (@psdboficial)/Twitter / Estadão

"Todas as teses não só as de segurança estão sendo debatidas aqui que forem objeto de conclusão serão analisadas, sim, pelo governo de São Paulo. Democracia é isso: é saber ouvir, saber permear e saber corrigir também, fazer tudo para acertar", disse Doria. "Em São Paulo, assim como no Rio Grande do Sul e no Mato Grosso do Sul, nós não temos compromisso com o erro. O compromisso é com o acerto."

Doria mudou o tom em relação ao caso de Paraisópolis e determinou uma mudança de protocolo da PM nesta sexta-feira, 6.

Em discurso para uma plateia de empresários do Lide (Grupo de Líderes Empresariais), o governador chegou a ficar com a voz embargada ao falar da tragédia e disse que, na próxima segunda-feira, 16, vai receber representantes da comunidade e familiares das vítimas.

"Nesse momento dramático de Paraisópolis, ao invés de uma atitude impositiva, generalista ou de acusação a um ou outro, não vamos nem acusar a comunidade nem acusar a polícia. Buscamos o diálogo", disse Doria nesta sexta.

No último domingo, 1º, uma ação da polícia terminou com a morte de nove jovens pisoteados em um baile funk na comunidade. Na segunda-feira, 2, o governador saiu em defesa da corporação e disse que a letalidade não foi provocada pela PM.

No mesmo dia, uma perseguição em Heliópolis terminou com um suspeito morto e tumulto em um pancadão. Três policiais militares envolvidos na ocorrência foram afastados.

Estadão
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