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Delegado detalha atuação de cardiologista preso por estupro de vulnerável em Taquara

Investigação identifica 14 possíveis vítimas; médico é suspeito de dopar pacientes para praticar abusos sistemáticos durante consultas na Região Metropolitana

2 abr 2026 - 10h33
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A Polícia Civil do Rio Grande do Sul avançou na investigação contra o cardiologista Daniel Pereira Kollet, preso preventivamente em Taquara sob a acusação de crimes sexuais contra pacientes. Até esta quarta-feira (1º), 14 mulheres já procuraram as autoridades, registraram ocorrência e prestaram depoimento relatando abusos sofridos dentro do consultório médico. O delegado responsável pelo caso, Valeriano Garcia Neto, afirmou que o profissional agia de forma sistemática há pelo menos dois anos, utilizando-se de prescrições de medicamentos controlados para vulnerabilizar as vítimas e garantir a reiteração dos crimes em consultas de retorno.

Foto: Divulgação/Polícia Civil / Porto Alegre 24 horas

De acordo com os relatos colhidos pela polícia, o modus operandi do cardiologista envolvia a dopagem das pacientes por meio de medicação desnecessária. Uma das vítimas relatou que se sentia constantemente entorpecida, "se arrastando" devido ao efeito dos remédios, estado que configura juridicamente o crime de estupro de vulnerável, uma vez que a pessoa não possui discernimento ou resistência para consentir. A investigação aponta que Kollet solicitava segredo às pacientes ao final de cada atendimento. O esquema começou a ser desvendado quando uma das mulheres, desconfiada das reações físicas que apresentava, levou uma familiar a uma consulta, ocasião em que o médico não tentou qualquer aproximação, e posteriormente confirmou com outro profissional que não possuía problemas cardíacos que justificassem o uso dos fármacos.

A defesa do médico, representada pelo advogado Rômulo Campana, refuta integralmente as acusações apresentadas pela Polícia Civil. Em nota, a defesa sustenta que Daniel Pereira Kollet possui quase 30 anos de carreira com conduta ilibada e que sua atuação profissional sempre foi pautada pela ética e pelo compromisso com a saúde. No entanto, o cardiologista segue recolhido ao sistema prisional enquanto a Delegacia de Taquara mantém a busca ativa por novas possíveis vítimas, acreditando que o número de denúncias possa aumentar significativamente nos próximos dias conforme o caso ganha repercussão pública.

Porto Alegre 24 horas
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