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Como agia a quadrilha suspeita de clonar controles para roubar residências em Moema; 12 foram presos

Bando tinha um 'chefe' que determinava qual vítima seria assaltada e quem iria cometer o crime; defesa não foi localizada

8 ago 2025 - 18h21
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A Polícia Civil de São Paulo prendeu, nesta sexta-feira, 8, 12 homens e apreendeu 2 menores suspeitos de integrarem uma quadrilha especializada em roubos e furtos a residências na zona sul de São Paulo. O grupo tinha um "chefe" que determinava qual vítima seria assaltada e quem iria cometer o crime.

A quadrilha fazia chamadas em grupo por celular e utilizava a clonagem de controles remotos para invadir condomínios e residências. O grupo é suspeito de roubos na região de Moema, na capital.

Os suspeitos não tiveram os nomes divulgados, o que impossibilitou contato com suas defesas.

Objetos roubados pela quadrilha de apartamentos e casas foram recuperados com a prisão dos suspeitos, em São Paulo
Objetos roubados pela quadrilha de apartamentos e casas foram recuperados com a prisão dos suspeitos, em São Paulo
Foto: Polícia Civil/Divulgação / Estadão

As prisões aconteceram durante a madrugada, em uma casa localizada no bairro Sacomã, depois de uma investigação realizada pelos policiais da Central Especializada de Repressão a Crimes e Ocorrências Diversas (Cerco). A investigação começou em junho, quando um grupo com três homens e um menor foram detidos na favela de Heliópolis preparando o roubo a uma residência.

Com a análise dos telefones apreendidos com os indiciados, os investigadores descobriram que existia um núcleo criminoso por trás dos indiciados. No momento em que eles foram presos, os suspeitos faziam uma chamada em grupo entre dez pessoas para combinar o roubo ao imóvel.

Segundo a polícia, cada integrante do grupo era responsável por uma função no esquema criminoso. O "chefe" da quadrilha escolhia e indicava as vítimas, repassando a tarefa para os executores do roubo. Posteriormente, parte do grupo era responsável por guardar os itens roubados que seriam entregues a receptadores ou vendidos. O dinheiro era dividido entre o bando.

Os policiais investigaram a participação do grupo em dois roubos na região, onde puderam identificar o modus operandi da quadrilha, que usava o mesmo veículo e clonava os controles remotos das residências. Os agentes chegaram à quadrilha depois de receber uma informação anônima de que um dos investigados estava escondido em um imóvel no Sacomã.

Ao chegar ao local, os agentes encontraram, além dos suspeitos, outras 13 pessoas, incluindo os dois menores de idade. No local, foram apreendidos diversos itens de vítimas furtadas ou roubadas:

  • celulares
  • relógios
  • bonés
  • óculos de marca
  • cartões bancários
  • revólver
  • pistola
  • 23 cartuchos de munição

O caso foi registrado como organização criminosa, posse ou porte ilegal de arma de fogo e corrupção de menor na 2.ª Delegacia Seccional (Sul). A autoridade policial pediu a prisão preventiva dos indiciados, que têm idades entre 18 e 35 anos. Os menores foram encaminhados para a vara especializada da Justiça.

Segundo a Polícia Civil, as investigações continuam para identificar todas as vítimas e novos suspeitos de envolvimento com a quadrilha.

Roubos com controles clonados

No início da noite de terça-feira, 5, dois homens entraram pelo portão da garagem de um prédio na Alameda dos Anapurus, em Moema, usando um controle remoto clonado e renderam os moradores de um apartamento. O proprietário de 63 anos e seu pai, um idoso acamado de 95, foram amarrados e amordaçados, enquanto os ladrões praticavam o roubo.

Na noite do último sábado, 2, cerca de 15 criminosos armados invadiram um condomínio residencial, renderam moradores e roubaram vários apartamentos. Os assaltantes acessaram o condomínio com o controle remoto de um dos apartamentos, que foi clonado. Eles usavam máscaras, luvas e ostentavam as armas. Depois de invadir as unidades, eles buscavam por celulares, joias, relógios e dinheiro. Na fuga, levaram o veículo de um dos moradores.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) diz que todos os casos estão sendo investigados.

Estadão
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