Cidade em SP lidera ranking de qualidade de vida no Brasil, enquanto município em RR ocupa pior colocação pelo 2º ano seguido; veja lista
Levantamento do IPS Brasil aponta desigualdade persistente entre municípios e mostra contraste entre interior paulista e cidades do Norte
Município do interior de São Paulo, Gavião Peixoto voltou a aparecer no topo do ranking de qualidade de vida do país, segundo o Índice de Progresso Social (IPS Brasil) 2026. Na outra ponta do ranking aparece Uiramutã, em Roraima, considerada a pior cidade para viver no país pelo segundo ano seguido.
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O levantamento do IPS Brasil, divulgado nesta quarta-feira, 20, avalia 57 indicadores sociais em todos os 5.570 municípios brasileiros.
Com cerca de 4,8 mil habitantes, Gavião Peixoto fica na região de Araraquara e ganhou impulso econômico após a chegada da Embraer, em 2001. A cidade foi eleita pelo terceiro ano consecutivo como a melhor para viver no Brasil, com nota 73,10 em uma escala de 0 a 100.
De acordo com o IPS, a cidade se destaca por políticas públicas voltadas ao bem-estar da população, além da proximidade com polos educacionais e tecnológicos do interior paulista.
Já Uiramutã, considerada a pior cidade para viver no país pelo segundo ano seguido, obteve nota 42,44 e aparece entre os piores desempenhos ao lado de cidades como Jacareacanga, Alto Alegre e Portel. Entre as 20 cidades com piores índices, 17 estão localizadas na região Norte.
O estudo mostra que as desigualdades regionais continuam marcando a qualidade de vida no Brasil. Entre os 20 melhores municípios do ranking, 13 ficam no Sudeste, sendo 12 apenas em São Paulo. Já entre as capitais, Curitiba lidera o ranking nacional, seguida por Brasília e São Paulo. No fim da lista aparecem Macapá e Porto Velho.
Municípios com pontuações mais altas no IPS Brasil 2026
- Gavião Peixoto (SP) — 73,10
- Jundiaí (SP) — 71,80
- Osvaldo Cruz (SP) — 71,76
- Pompéia (SP) — 71,76
- Curitiba (PR) — 71,29
- Nova Lima (MG) — 71,22
- Gabriel Monteiro (SP) — 71,16
- Cornélio Procópio (PR) — 71,16
- Luzerna (SC) — 71,10
- Itupeva (SP) — 71,08
- Rafard (SP) — 71,08
- Presidente Lucena (RS) — 71,05
- Adamantina (SP) — 70,97
- Maringá (PR) — 70,87
- Alto Alegre (RS) — 70,86
- Ribeirão Preto (SP) — 70,80
- Brasília (DF) — 70,73
- Barra Bonita (SP) — 70,71
- Araraquara (SP) — 70,70
- Águas de São Pedro (SP) — 70,66
Municípios com pontuações mais baixas no IPS Brasil 2026
- Uiramutã (RR) — 42,44
- Jacareacanga (PA) — 44,32
- Alto Alegre (RR) — 44,72
- Portel (PA) — 45,42
- Amajari (RR) — 45,58
- Pacajá (PA) — 45,87
- Anapu (PA) — 45,91
- Japorã (MS) — 46,23
- Santa Rosa do Purus (AC) — 46,70
- Uruará (PA) — 46,80
- Trairão (PA) — 46,82
- Bannach (PA) — 47,23
- São Félix do Xingu (PA) — 47,38
- Recursolândia (TO) — 47,39
- Cumaru do Norte (PA) — 47,43
- Peritoró (MA) — 47,53
- Oeiras do Pará (PA) — 47,57
- Ladainha (MG) — 47,58
- Anajás (PA) — 47,62
- Paranã (TO) — 47,63
Segundo o IPS Brasil, a dimensão "Necessidades Humanas Básicas" apresentou o melhor desempenho médio do país, enquanto "Oportunidades" teve os piores resultados, principalmente em indicadores ligados à inclusão social, direitos individuais e acesso ao ensino superior. O levantamento também aponta dificuldades relacionadas à violência contra minorias, baixa representatividade política e desigualdade racial e de gênero.
O índice ainda conclui que riqueza econômica, sozinha, não garante qualidade de vida. Como exemplo, o estudo cita municípios com perfis econômicos semelhantes, mas desempenhos sociais muito diferentes. Para os pesquisadores do IPS, o progresso social depende diretamente da forma como a renda é convertida em serviços públicos, políticas sociais e acesso a direitos básicos para a população.
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