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Cidade em SP lidera ranking de qualidade de vida no Brasil, enquanto município em RR ocupa pior colocação pelo 2º ano seguido; veja lista

Levantamento do IPS Brasil aponta desigualdade persistente entre municípios e mostra contraste entre interior paulista e cidades do Norte

20 mai 2026 - 08h07
(atualizado às 09h33)
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Gavião Peixoto fica na região norte do Estado de São Paulo
Gavião Peixoto fica na região norte do Estado de São Paulo
Foto: Divulgação / Prefeitura de Gavião Peixoto / Estadão

Município do interior de São Paulo, Gavião Peixoto voltou a aparecer no topo do ranking de qualidade de vida do país, segundo o Índice de Progresso Social (IPS Brasil) 2026. Na outra ponta do ranking aparece Uiramutã, em Roraima, considerada a pior cidade para viver no país pelo segundo ano seguido. 

O levantamento do IPS Brasil, divulgado nesta quarta-feira, 20, avalia 57 indicadores sociais em todos os 5.570 municípios brasileiros. 

Com cerca de 4,8 mil habitantes, Gavião Peixoto fica na região de Araraquara e ganhou impulso econômico após a chegada da Embraer, em 2001. A cidade foi eleita pelo terceiro ano consecutivo como a melhor para viver no Brasil, com nota 73,10 em uma escala de 0 a 100.

De acordo com o IPS, a cidade se destaca por políticas públicas voltadas ao bem-estar da população, além da proximidade com polos educacionais e tecnológicos do interior paulista.

Já Uiramutã, considerada a pior cidade para viver no país pelo segundo ano seguido, obteve nota 42,44 e aparece entre os piores desempenhos ao lado de cidades como Jacareacanga, Alto Alegre e Portel. Entre as 20 cidades com piores índices, 17 estão localizadas na região Norte.

O município do Uiramutã, no interior de Roraima, tem a menor renda per capita e a pior qualidade de vida do Brasil.
O município do Uiramutã, no interior de Roraima, tem a menor renda per capita e a pior qualidade de vida do Brasil.
Foto: Divulgação

O estudo mostra que as desigualdades regionais continuam marcando a qualidade de vida no Brasil. Entre os 20 melhores municípios do ranking, 13 ficam no Sudeste, sendo 12 apenas em São Paulo. Já entre as capitais, Curitiba lidera o ranking nacional, seguida por Brasília e São Paulo. No fim da lista aparecem Macapá e Porto Velho.

Municípios com pontuações mais altas no IPS Brasil 2026

  1. Gavião Peixoto (SP) — 73,10
  2. Jundiaí (SP) — 71,80
  3. Osvaldo Cruz (SP) — 71,76
  4. Pompéia (SP) — 71,76
  5. Curitiba (PR) — 71,29
  6. Nova Lima (MG) — 71,22
  7. Gabriel Monteiro (SP) — 71,16
  8. Cornélio Procópio (PR) — 71,16
  9. Luzerna (SC) — 71,10
  10. Itupeva (SP) — 71,08
  11. Rafard (SP) — 71,08
  12. Presidente Lucena (RS) — 71,05
  13. Adamantina (SP) — 70,97
  14. Maringá (PR) — 70,87
  15. Alto Alegre (RS) — 70,86
  16. Ribeirão Preto (SP) — 70,80
  17. Brasília (DF) — 70,73
  18. Barra Bonita (SP) — 70,71
  19. Araraquara (SP) — 70,70
  20. Águas de São Pedro (SP) — 70,66

Municípios com pontuações mais baixas no IPS Brasil 2026

  1. Uiramutã (RR) — 42,44
  2. Jacareacanga (PA) — 44,32
  3. Alto Alegre (RR) — 44,72
  4. Portel (PA) — 45,42
  5. Amajari (RR) — 45,58
  6. Pacajá (PA) — 45,87
  7. Anapu (PA) — 45,91
  8. Japorã (MS) — 46,23
  9. Santa Rosa do Purus (AC) — 46,70
  10. Uruará (PA) — 46,80
  11. Trairão (PA) — 46,82
  12. Bannach (PA) — 47,23
  13. São Félix do Xingu (PA) — 47,38
  14. Recursolândia (TO) — 47,39
  15. Cumaru do Norte (PA) — 47,43
  16. Peritoró (MA) — 47,53
  17. Oeiras do Pará (PA) — 47,57
  18. Ladainha (MG) — 47,58
  19. Anajás (PA) — 47,62
  20. Paranã (TO) — 47,63

Segundo o IPS Brasil, a dimensão "Necessidades Humanas Básicas" apresentou o melhor desempenho médio do país, enquanto "Oportunidades" teve os piores resultados, principalmente em indicadores ligados à inclusão social, direitos individuais e acesso ao ensino superior. O levantamento também aponta dificuldades relacionadas à violência contra minorias, baixa representatividade política e desigualdade racial e de gênero.

O índice ainda conclui que riqueza econômica, sozinha, não garante qualidade de vida. Como exemplo, o estudo cita municípios com perfis econômicos semelhantes, mas desempenhos sociais muito diferentes. Para os pesquisadores do IPS, o progresso social depende diretamente da forma como a renda é convertida em serviços públicos, políticas sociais e acesso a direitos básicos para a população.

Fonte: Portal Terra
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