Burger King é condenado a indenizar funcionária por mandá-la emagrecer para caber em uniforme
A declaração foi dada pela gestora da loja em que a mulher trabalhava
A Zamp S.A., empresa responsável pelo Burger King, foi condenada pela 20ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) a indenizar uma funcionária que não recebeu uniformes do tamanho adequado e foi alvo de comentários depreciativos de colegas e da chefia.
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A trabalhadora entrou na Justiça alegando que a rede de fast-food determina o uso obrigatório de uniforme por todos os funcionários e fornece as vestimentas. Porém, ela disse não ter recebido roupas adequadas ao seu biotipo.
Por conta disso, precisou ajustar a calça com uma costureira particular. A peça ficou com remendos triangulares na parte posterior, o que fez com que a trabalhadora fosse alvo de zombaria no ambiente de trabalho.
A funcionária ainda afirmou que uma das chefes lhe disse que ela deveria emagrecer para caber no uniforme fornecido pela empresa.
O juiz-relator João Forte Júnior entende que as atitudes demonstram "desprezo da superiora hierárquica pela reclamante e uma completa inversão de valores, no sentido de que a trabalhadora deveria se adaptar ao uniforme e não o uniforme ser adequado à trabalhadora."
O TRT-2 identificou que os comentários sobre o uniforme ultrapassaram o desconforto causado na funcionária e configuram dano moral. Por isso, o Burger King foi condenado a pagar uma indenização.
A Justiça também concedeu à trabalhadora o reconhecimento da rescisão indireta do contrato. Ou seja, ela passa a ter direito a todos os benefícios de uma demissão sem justa causa, como o pagamento da multa por rescisão de contrato.
O processo ainda não foi encerrado e aguarda a análise de demandas por ambas as partes.
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