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Bolsonaro critica adoção do lockdown: "Criaram o pânico"

Após desistir de falar em rede nacional nessa segunda-feira, 2, o presidente afirmou que deve tratar da pandemia da covid-19 e das vacinas em seu próximo pronunciamento

3 mar 2021
14h19
atualizado às 14h52
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BRASÍLIA - Depois de desistir de fazer um comunicado em rede nacional ontem, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que deve tratar da pandemia da covid-19 e das vacinas em seu próximo pronunciamento em cadeia de rádio e televisão.

Presidente Jair Bolsonaro em pronunciamento oficial nesta quarta, 8
Presidente Jair Bolsonaro em pronunciamento oficial nesta quarta, 8
Foto: Reprodução / Estadão Conteúdo

"O assunto (do pronunciamento), quando tiver, vai ser a pandemia, vacinas", disse em conversa com apoiadores nesta manhã na saída do Palácio da Alvorada. Questionado sobre a data do comunicado, Bolsonaro evitou dizer: "vai ficar a dúvida aí".

Na conversa com apoiadores, o presidente também voltou a dizer que o Brasil é o País que mais tem vacinado sua população e que novas doses da vacina devem chegar neste mês. "O Brasil é um país que em valores absolutos mais está vacinando", afirmou. Segundo o presidente, o País deve contar mais 22 milhões de doses da vacina em março e outras 40 milhões em abril.

O foco nos imunizantes marca uma mudança de discurso do chefe do Executivo, que no ano passado questionava a eficácia e segurança das vacinas. Recentemente, contudo, Bolsonaro tem dado declarações favoráveis aos imunizantes. Em 8 de fevereiro, ele atribuiu à vacinação maiores chances de retomada da economia.

"O País então está mais avançado nisso. Assinei no ano passado uma MP (medida provisória) deixando R$ 20 bilhões para comprar a vacina. Então nós estamos fazendo o dever de casa", afirmou.

Bolsonaro também renovou as críticas à imprensa e indicou que a mídia criou "pânico" na população. Ontem, também em conversa com apoiadores, Bolsonaro minimizou o número de mortes pela covid-19 no País, que já ultrapassa os 255 mil óbitos pela doença.

"Para a mídia, o vírus sou eu", disse. O mandatário também se queixou mais uma vez de medidas de restrição e fechamento adotadas para conter a disseminação do vírus. "Criaram o pânico. O problema está aí, lamentamos, mas você não pode viver em pânico. Que nem a política, de novo, do fique em casa, o pessoal vai morrer de fome, de depressão?", indagou.

Spray

Bolsonaro reiterou ainda que uma comitiva brasileira deve ir a Israel no próximo sábado, 6, para tratar da adesão aos testes de um medicamento (EXO-CD24) em spray usado para tratar pacientes com a covid-19. A comitiva deve ser recebida pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

"As primeiras informações (sobre o remédio) são as melhores possíveis, então vamos ver se a gente consegue assinar o acordo e começar a aplicar a terceira fase (de testes do medicamento) no Brasil. E é para quem está em estado grave, então dificilmente alguém vai, no meu entender, se opor a esse tratamento", afirmou.

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Estadão
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