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Apartamento de casal morto no Rio não passou por vistoria

Laudo do IML afirmou que os dois tem sinais de asfixia provocado por intoxicação

24 jun 2021 09h16
| atualizado às 09h19
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O apartamento de Mateus Viana no Leblon, no Rio de Janeiro, não passou pela insperação periódica de gás. O serviço precisa ser contratado pelos moradores. A informação é do jornal Extra. O jovem de 30 anos e a namorada, Nathalia Guzzardi Marques, foram encontrados mortos no imóvel na última quarta-feira.

Os corpos de Matheus Correia Viana e Nathalia Guzzardi Marques foram encontrados em um apartamento no Leblon, no Rio de Janeiro
Os corpos de Matheus Correia Viana e Nathalia Guzzardi Marques foram encontrados em um apartamento no Leblon, no Rio de Janeiro
Foto: Reprodução/Instagram / Estadão Conteúdo

O laudo do IML aponta que os corpos apresentaram  “sinais gerais de asfixia, com coloração carminada dos tecidos, sugestivo de intoxicação exógena”. Quando amigos chegaram para esclarecer o que havia ocorrido, o chuveiro, que é aquecido a gás, estava ligado. A polícia acredita que o casal morreu intoxicado por monóxido de carbono, liberado pelo aquecedor, que fica dentro do banheiro e aparentemente está desregulado. Serão realizados exames complementares para analisar se a intoxicação realmente ocorreu por esse motivo.

O prazo para vistoria no gás vencia em setembro de 2020, mas foi prorrogado até março de 2023 por causa da pandemia. Com isso, a falta de insperação no apartamento de Matheus não configura uma irregularidade. 

"A responsabilidade da inspeção periódica de gás é do morador. A Naturgy apenas avisa da necessidade de inspeção. A pessoa, então, precisa chamar um órgão credenciado pelo Inmetro. Há, depois, três resultados para a inspeção: o laudo pode dar a aprovação, ou pedir ajustes, ou reprovar. Mas quando não se faz, não há multa", explicou Luiz Felipe Boueri, engenheiro de distribuição de gás, ao jornal. 

A legislação do Estado do Rio de Janeiro determina que a inspeção do gás deve ser feita a cada cinco anos. No entanto, como a lei é de 2014 e houve a prorrogação por causa da crise sanitária, o primeiro prazo para as inspeções ainda não foi desrespeitado.

O caso é investigado pela 14ª DP (Leblon), que tomou o depoimento de seis pessoas. Amigos de Marques foram ao apartamento porque estavam preocupados com o sumiço dele. Eles tinham o código eletrônico que abria a porta do imóvel. Cinco das seis pessoas ouvidas pela polícia nesta quarta-feira compunham esse grupo que entrou no apartamento.

*Com informações do Estadão Conteúdo

Fonte: Equipe portal
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