Ação conjunta orienta mulheres e previne violência de gênero no Ita Pedro
Iniciativa em Itabuna contou com espaço de acolhimento e distribuição de material educativo para o público masculino
A Prefeitura de Itabuna (BA) e a Polícia Militar da Bahia realizaram uma operação de prevenção à violência de gênero durante as quatro noites do festival Ita Pedro 2026. A iniciativa mobilizou a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) e a Ronda Maria da Penha do 15° Batalhão da Polícia Militar.
O trabalho conjunto ofereceu atendimento no acesso principal do circuito por meio do projeto Espaço Delas. A estrutura reuniu assistentes sociais e atendentes do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (CRAM) Isabela Seara, além da Patrulha Guardiã Maria da Penha da Guarda Civil Municipal.
Acolhimento e orientação
A secretária de Políticas para as Mulheres, Luciana Seara, afirma que o objetivo da estrutura é garantir segurança em eventos públicos. Segundo a titular da pasta, o estande serviu para orientação e mobilização contra a importunação sexual.
"A gente tem debatido o tema da importunação sexual e abordagens violentas, que acontecem muito nessas festas", diz Luciana. Durante o evento, as equipes distribuíram materiais gráficos com os contatos de denúncia, como o telefone 153. A Patrulha Guardiã Maria da Penha manteve plantão de 24 horas no local.
Foco no público masculino
A Polícia Militar atuou com abordagens preventivas direcionadas aos homens. Os agentes entregaram panfletos educativos e um material chamado "violentômetro", que mede a escala de violência.
A subtenente Ângela, do Batalhão de Policiamento e Proteção à Mulher, explica que a ação integra a rede de proteção prevista na Lei Maria da Penha. "Nosso trabalho visa erradicar essa violência que é um mal que atinge não apenas a sociedade, mas as famílias", afirma a policial.
De acordo com a subtenente, a atuação e o serviço de inteligência resultaram na redução dos índices de violência contra a mulher no evento. "Ser homem não é ser violento, agressivo, assediador e nem criminoso. Os homens são parceiros nesta campanha e não devem cometer esse tipo de crime", conclui.
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