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Campanha divulga primeiro programa de Lula para TV, com protagonismo para Haddad

31 ago 2018
22h00
atualizado às 22h46
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A campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou na noite desta sexta-feira o primeiro programa da coligação no horário eleitoral na TV, dando protagonismo a Fernando Haddad, candidato a vice na chapa petista, mas colocando o ex-presidente também no vídeo.

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na frente de sindicato dos metalúrgicos em São Bernardo
7/4/2018
REUTERS/Leonardo Benassatto
Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na frente de sindicato dos metalúrgicos em São Bernardo 7/4/2018 REUTERS/Leonardo Benassatto
Foto: Reuters

"É grande a saudade que as pessoas têm dos tempos do Lula", afirma Haddad no início do programa. O ex-prefeito de São Paulo é o Plano B do PT e assumirá a cabeça de chapa caso Lula seja barrado de concorrer.

Na sequência, a propaganda petista mostra um pescador do Piauí elogiando Lula, dizendo que na época de seu governo, entre 2003 e 2010, os mais pobres puderam comprar TV, ele pôde comprar um motor para seu barco e seu filho se formou na faculdade.

Lula, então, aparece na propaganda.

"O povo brasileiro precisa sonhar, e levantar todo dia para tornar o seu sonho uma realidade. Nós já somos o povo mais alegre, o povo mais otimista do mundo. Juntos seremos capaz de reconstruir esse país economicamente e politicamente. Nós já provamos que é possível o Brasil ser melhor", afirma.

Após a aparição do ex-presidente, Haddad volta a aparecer, em meio a imagens de sua caminhada entre a população e se apresenta para aos eleitores.

"Foi Lula que me deu a missão de rodar o país e conversar com as pessoas. O que eu sinto é o carinho que elas têm por Lula e a fé em nossa caminhada. Eu sou Fernando Haddad, vice-presidente de Lula. Vamos trazer o Brasil de Lula de volta", afirmou.

A divulgação do programa nas redes sociais e no site da campanha de Lula acontece em meio ao julgamento do registro da candidatura de Lula no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e depois de o relator do caso, ministro Luís Roberto Barroso votar pela rejeição do registro e para proibir Lula de participar do programa eleitoral.

"Assista ao programa eleitoral de Lula Presidente que Barroso tem medo que passe na TV", escreveu a conta de Lula no Twitter.

Após o voto de Barroso, o ministro Edson Fachin votou a favor da candidatura de Lula, por entender que um posicionamento neste sentido do Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) tem força de lei no Brasil, empatando o julgamento no TSE em um voto a um. Outros cinco ministros ainda se manifestarão sobre o caso.

Lula foi condenado em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro no processo do tríplex do Guarujá (SP) e por isso deve ter sua candidatura barrada com base na Lei da Ficha Limpa. O ex-presidente alega inocência e diz ser alvo de perseguição política para impedi-lo de concorrer novamente ao Palácio do Planalto.

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