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Bolsonaro pode deixar UTI em 24 horas se mantiver evolução favorável, diz boletim médico

23 mar 2026 - 12h59
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O ex-presidente Jair Bolsonaro apresenta evolução ‌favorável em seu tratamento contra uma pneumonia bacteriana e pode deixar a unidade de terapia intensiva do hospital DF Star nas próximas 24 horas caso este quadro se mantenha, segundo boletim médico divulgado nesta segunda-feira.

Ex-presidente Jair Bolsonaro
 29/9/2025   REUTERS/Diego Herculano
Ex-presidente Jair Bolsonaro 29/9/2025 REUTERS/Diego Herculano
Foto: Reuters

"Paciente ⁠permanece estável clinicamente, com evolução favorável e sem intercorrências. ‌Segue com antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora. Se mantiver evolução satisfatória, ‌deverá receber alta da terapia intensiva ‌nas próximas 24 horas", afirma o boletim.

Bolsonaro, ⁠que completou 71 anos no sábado, foi internado no dia 13 de março depois de apresentar quadro de febre alta e vômito na prisão em Brasília onde cumpre pena por tentativa de golpe de Estado. ‌Ele nega que tenha tentado um golpe de Estado.

O ‌ex-presidente foi diagnosticado ⁠com uma pneumonia ⁠bacteriana provocada por broncoaspiração. Em janeiro, Bolsonaro também foi levado ⁠para o hospital depois ‌de sofrer uma ‌queda na sala da Superintendência da Polícia Federal em Brasília onde cumpria pena antes de ser transferido para uma prisão.

A mais recente internação de Bolsonaro ⁠levou sua defesa a entrar novamente com um pedido de prisão domiciliar humanitária, citando o estado de saúde do ex-presidente. Nesta segunda, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, deu ‌parecer favorável à concessão da medida e agora caberá ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal ⁠Federal (STF), decidir.

Moraes já rejeitou pedidos da defesa de prisão domiciliar para Bolsonaro, mas tem recebido apelos de outros ministros da corte para conceder o benefício, de acordo com fontes.

Bolsonaro passou por uma série de procedimentos médicos em dezembro do ano passado para tratar uma hérnia e crises de soluço. O ex-presidente foi esfaqueado no abdômen durante um evento de campanha em 2018 e tem um histórico de internações e cirurgias relacionadas ao atentado.

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