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BA: avião tinha capacidade para 11 pessoas; 14 estavam a bordo

23 mai 2009 - 11h54
(atualizado às 15h43)
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O avião bimotor King Air B350, envolvido no acidente aéreo na noite desta sexta-feira na região de Porto Seguro, no sul da Bahia, tinha capacidade para transportar no máximo 11 passageiros, como informa o site da empresa fabricante, a Hawker Beechkraft. Contudo, segundo informações confirmadas pela Aeronáutica na tarde deste sábado, o Departamento de Polícia Técnia da Bahia retirou 10 corpos de adultos e mais quatro de crianças. Inicialmente, durante a madrugada, o Corpo de Bombeiros informou que 15 pessoas estariam no bimotor.

De acordo com informação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), no plano de vôo foram informados 11 passageiros. Com a confirmação de que o avião transportava mais passageiros, o vôo pode ser considerado irregular. A agência informa, ainda, que mesmo crianças precisam ser relacionadas no plano de vôo, independentemente da idade.

Técnicos do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa II), sediado em Recife, chegaram ao local na manhã deste sábado, porém ainda não se manifestaram sobre os motivos que podem ter provocado o acidente. Desde as 9h, o Departamento de Polícia Técnica remove os corpos dos passageiros. De acordo com o Instituto Médico Legal de Porto Seguro (IML), oito corpos já haviam chegado à sede do órgão até as 11h45 deste sábado.

Segundo os peritos, primeiramente os corpos serão submetidos a um procedimento de identificação preliminar no IML de Porto Seguro. No entanto, como estão carbonizado, eles precisão ser conduzidos à sede do órgão em Salvador, para exames de DNA e análise de arcada dentária.

Qualidade

Segundo Carlos Camacho, diretor do Sindicato Nacional dos Aeronautas, o modelo "é ótimo". Camacho afirma que o King Air B350 é o único bimotor usado para transportar o presidente dos Estados Unidos. "Seus índices de acidente são muito baixos. Entre os bimotores, é um dos aviões com o menor índice de acidentes. Como piloto, compraria esse avião para levar minha família para viajar", disse.

Sobre o acidente na Bahia, o diretor do sindicato acredita que o excesso de passageiros é uma das hipóteses que pode explicar a queda. "Se comprovada, a superlotação pode ser um dos fatores que contribuíram para o acidente. Mas outras coisas, como chuvas e a visibilidade horizontal, também podem ter contribuído para a queda do avião", avalia.

O acidente

A queda do avião ocorreu às 21h13 desta sexta-feira, na pista de pouso do Terravista Condomínio, Resort e Golf, localizado na praia de Trancoso, distrito de Porto Seguro. De acordo com a Aeronáutica, o avião, de prefixo PR-MOZ, decolou às 18h30 da cidade de São Paulo. O acidente teria ocorrido próximo à cabeceira da pista do condomínio de luxo. Chovia forte no momento do pouso.

Em nota divulgada na madrugada deste sábado, a administração do Terravista Condomínio, Resort e Golf informou que o avião fez contato com a rádio do aeroporto, informando que estava em condições de pouso. De acordo com o resort, antes do pouso, a tripulação da aeronave teria falado com o Controle de Porto Seguro e com a Rádio do Aeródromo Terravista e informado que estava em condições visuais para pousar na pista particular. Depois disso, nenhum outro contato foi feito pela tripulação.

Empresário dono do avião estava a bordo

Proprietário e um dos passageiros do avião bimotor King Air B350, que caiu na pista de pouso do TerraVista Condomínio, Resort e Golf, na praia de Trancoso, região de Porto Seguro (BA), o empresário Roger Ian Wright era sócio-diretor da Arsenal Investimentos, com sede em São Paulo, e ex-diretor do Banco Garantia. Segundo as informações preliminares, ele tinha uma casa no condomínio e estava com a sua mulher, Lucila Lins, e os dois filhos.

O empresário era considerado um dos empreendedores mais talentosos dos País. Além de ter sido uma das peças centrais no desenvolvimento do banco Garantia, ele foi membro do Conselho de Administração do Credit Suisse First Boston Garantia. Em 2003, foi citado em uma lista de 10 empresários com oportunidades para brilhar naquele ano pela reportagem "Mentes Brilhantes", da revista Istoé Dinheiro.

Naquela época, a publicação descreveu a criatividade do empresário para a construção de complexas engenharias financeiras como "espantosa". De acordo com a revista, a especialidade de Wright era investir em empresas com dificuldades. "Seu foco é oferecer sempre soluções de mercado, sem dinheiro público", afirmava a reportagemta.

Fonte: Terra
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