Andinho ordenou bombardeio a jornal de Campinas, diz polícia
Rose Mary de Souza
Direto de Campinas
A Polícia Civil apontou nesta terça-feira o detento anderson Newton de Paula Lima, o Andinho, preso na penitenciária de segurança máxima em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, como mandante do ataque contra o prédio da Rede Anhangüera de Comunicação, em Campinas. De acordo com a polícia, ele ordenou à sua mulher que providenciasse um atentado com duas granadas, no dia 21 de janeiro.
Os artefatos, de uso exclusivo do Exército e com alto poder de destruição, não foram deflagrados. Conforme a investigação da polícia, Andinho não havia aprovado a publicação de uma reportagem sobre seu casamento e sua vida de crimes veiculada um dia antes. Ele é apontado pelo Ministério Público como co-autor do assassinato do prefeito de Campinas, Antonio da Costa Santos, o Toninho do PT, em setembro de 2001.
A acusação de mandante do atentado consta do inquérito policial aberto nesta terça feira com a prisão da mulher dele, Luciene Bernardino de Seixas, 33 anos, a advogada dela, Maria Odete Haddad, a amiga Geize Aparecida Pires, 26 anos, Jean Cleber Brito, 31 anos, o Bodão, e André Augusto de Carvalho, 30 anos, o Pezão.
Eles são acusados de colocar em risco a população com o arremesso de material explosivo e por formação de quadrilha. Se forem condenados, eles somarão juntos mais de 10 anos de prisão. "O Andinho é o mandante, ele deu a ordem", afirmou o diretor do DEINTER 2, o delegado Kleber Altale.
Eles foram detidos na madrugada desta terça feira. A justiça decretou prisão temporária de 30 dias com base no crime hediondo, com uso de explosivo. Com Brito, a polícia encontrou uma pistola 380 com 18 projéteis. Ele vai responder também por porte ilegal de arma. "O caso é delicado. Não podemos fornecer mais detalhes para não prejudicar as investigações", comentou Altale, acrescentando que foram feitas escutas telefônicas para efetuar as prisões.