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Água mineral Crystal, que teve lote recolhido pela Anvisa, é da Coca-Cola Brasil; entenda

Anvisa divulgou a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa após testes e determinou recolhimento de lote

3 jun 2026 - 12h38
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Lote da água mineral Crystal é recolhido pela Anvisa
Lote da água mineral Crystal é recolhido pela Anvisa
Foto: Reprodução

A água mineral Crystal, que teve o lote LZ1 VAL200127 3 P 200126 retirado do mercado após testes identificarem a presença de bactéria, é da Coca-Cola Brasil, mesma empresa que produz refrigerantes, sucos, energéticos, chás, como o Matte Leão e distribui e comercializa até cervejas.  

A Coca-Cola Femsa Brasil informou em nota que a ação é conduzida pela Brasal Refrigerantes, unidade industrial parceira do Sistema Coca-Cola. De acordo com a empresa, o lote foi envasado fora da área de operação da Femsa e não tem qualquer envolvimento da infraestrutura e malha logística da Coca-Cola Femsa Brasil.

No site oficial da Brasal, a Crystal é apresentada como a água mineral natural da Coca-Cola Brasil. "Leve e saudável, traz mais vitalidade e ajuda na hidratação do seu corpo. Contém sais minerais e é obtida diretamente de fontes naturais", diz o texto.

Além disso, a empresa afirma que a Crystal possui uma embalagem Pet Eco que tem 20% menos plástico, é mais prática para reciclar e mais flexível. "É um produto The Coca-Cola Company".

Entenda o que aconteceu

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quarta-feira, 3, o recolhimento voluntário de um lote da água mineral sem gás da marca Crystal após a identificação da bactéria Pseudomonas aeruginosa em amostras do produto.

O lote é o LZ1 VAL200127 3 P 200126 fabricado pela Mineração Bom Jesus Ltda., em Luziânia (GO), e está sendo retirado do mercado voluntariamente pela empresa. 

Leia a nota da Coca-Cola Femsa Brasil: 

"Esta medida preventiva se refere exclusivamente aos produtos envolvidos na ação conduzida pela Brasal, não havendo qualquer relação com as operações da Coca-Cola FEMSA Brasil. A companhia tranquiliza seus consumidores e clientes ao reforçar que suas próprias fontes e unidades de produção operam com total normalidade.

Toda a água Crystal produzida e distribuída pela Coca-Cola FEMSA Brasil segue segura para o consumo regular. Em alinhamento com o compromisso de transparência do Sistema Coca-Cola, orientações sobre substituição ou reembolso devem ser tratadas diretamente com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da fabricante responsável".

Riscos à saúde

A Pseudomonas aeruginosa é uma bactéria amplamente encontrada no meio ambiente e, em pessoas saudáveis, raramente causa problemas. No entanto, ela pode representar riscos importantes para indivíduos com o sistema imunológico comprometido, pacientes hospitalizados, diabéticos e pessoas submetidas a procedimentos invasivos.

Em entrevista à Agência Brasil, o infectologista Celso Ferreira Ramos Filho afirmou que trata-se de uma bactéria de grande resistência a antibióticos.

“Agora, excepcionalmente, ela causa doenças de forma espontânea. Ela vai causar doenças dentro de um hospital, em uma pessoa com traqueostomia, com respirador, com cateter venoso”, completou.

O teste de contraprova, que gerou o Laudo de Análise Fiscal Definitivo, foi realizado conforme previsão do Guia para Harmonização de Procedimentos no Âmbito do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS), e o resultado confirmou a presença da bactéria na amostra analisada. Com isso, a Divisa/DF determinou a interdição local e comunicou o caso à Anvisa.

De acordo com a fabricante, o lote é composto por 374,4 mil garrafas de 500 ml. As unidades foram distribuídas no Distrito Federal (230.443), em cidades vizinhas de Goiás (66.768), em Tocantins (1.439) e no interior de São Paulo (75.750). Ainda segundo a empresa, até o momento não há registro de reclamações de consumidores relacionadas a esse lote nos canais oficiais de atendimento.

O que os consumidores devem fazer?

A recomendação é que os consumidores verifiquem se possuem em casa unidades do lote LZ1 VAL 200127, fabricado em 20/01/2026 e com validade até 20/01/2027. Caso encontrem o produto, a orientação é não consumi-lo e acompanhar os comunicados oficiais da empresa sobre os procedimentos de devolução e reembolso.

De acordo com as informações encaminhadas pela fabricante à Anvisa, o recolhimento começou imediatamente após a identificação do problema.

"A Anvisa reforça que a medida se aplica exclusivamente às unidades do lote LZ1 VAL 200127, fabricado em 20/1/2026, com data de validade em 20/01/2027, produzido na unidade de Luziânia, município localizado a cerca de 60 km de Brasília. Além do recolhimento, a medida impede a venda, a distribuição e o uso das unidades desse lote", diz um trecho do texto da agência.

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