Anvisa mantém suspensão de produtos da Ypê
A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária decidiu nesta sexta-feira, 15, manter a suspensão da fabricação de lotes de detergente lava-louças, sabão líquido para roupas e desinfetantes da marca Ypê. A medida representa uma derrota para a fabricante Química Amparo, que havia conseguido reverter temporariamente a decisão após apresentar recurso administrativo na última sexta-feira, 8.
Com o novo entendimento da agência reguladora, perde validade o efeito suspensivo que permitia à empresa retomar parcialmente a produção dos itens atingidos pela determinação sanitária. A Anvisa reafirmou o posicionamento de cautela até que a análise técnica do caso seja concluída.
Apesar da decisão desta sexta, o processo ainda não foi encerrado. De acordo com as regras internas, qualquer diretor da agência pode pedir vista do processo, o que interromperia temporariamente a deliberação para uma nova avaliação. Caso isso ocorra, a conclusão definitiva ficará para uma próxima reunião do colegiado.
Relembe o que aconteceu
Na quinta-feira da semana passada, 7, a Anvisa determinou o recolhimento de diversos produtos de limpeza da marca Ypê fabricados pela unidade da empresa em Amparo, no interior de São Paulo. A medida vale para todos os lotes com numeração final 1 e inclui detergentes lava-louças, sabões líquidos para roupas e desinfetantes.
Além do recolhimento, a Anvisa também suspendeu a fabricação, a comercialização, a distribuição e o uso dos produtos afetados. A decisão foi tomada após uma avaliação técnica de risco sanitário conduzida em conjunto com órgãos do Sistema Nacional de Vigilância Sanitária.
Segundo a agência, uma inspeção realizada n identificou falhas consideradas graves em etapas do processo de fabricação da empresa Química Amparo, responsável pelos produtos. Entre os problemas apontados estão irregularidades nos sistemas de garantia da qualidade, produção e controle de qualidade, comprometendo o cumprimento das Boas Práticas de Fabricação exigidas para saneantes.
As falhas detectadas podem representar risco à saúde dos consumidores, de acordo com a agência, devido à possibilidade de contaminação microbiológica nos produtos.
A agência informou que a medida preventiva foi adotada com base no princípio da proteção à saúde pública e destacou que as ações foram proporcionais à gravidade das irregularidades encontradas durante a fiscalização.
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