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Brasil

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Flávio Dino manda investigar envio de emendas a filme sobre Bolsonaro

Ministro do STF determinou que apuração ocorra sob sigilo

15 mai 2026 - 12h09
(atualizado às 12h18)
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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de um processo para investigar o direcionamento de emendas parlamentares para projetos culturais, entre eles a cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Ministro do STF determinou que apuração ocorra sob sigilo
Ministro do STF determinou que apuração ocorra sob sigilo
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A decisão do magistrado foi confirmada em meio à revelação de que o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência da República, pediu dinheiro a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar a produção do filme sobre seu pai.

Dino determinou que a investigação ocorra sob sigilo. Em março, o ministro do STF já havia solicitado explicações à Câmara dos Deputados e a outros três parlamentares do PL sobre o suposto uso de emendas no longa. Apenas o deputado Mario Frias, produtor do filme, não se pronunciou.

Os partidos de esquerda PT, PCdoB e PV apresentaram uma denúncia à Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Bolsonaro, seus filhos Flávio e Eduardo, além de Vorcaro, por causa do escândalo envolvendo o financiamento do filme "Dark Horse".

Os parlamentares alegam formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, peculato, apropriação indébita de verbas públicas, falsidade ideológica, corrupção e outros crimes. Segundo a denúncia, estruturas corporativas ligadas à produção do longa podem ter sido usadas para "capturar, circular, ocultar ou dar aparência de legitimidade" a recursos destinados às atividades políticas da família Bolsonaro.

A Polícia Federal (PF) também estaria investigando se parte do dinheiro enviado pelo ex-banqueiro foi usada para financiar a estadia nos Estados Unidos de Eduardo, que vive no país há pouco mais de um ano.

Flávio admitiu que os recursos do filme passaram por um fundo americano, mas afirmou que "todos os recursos foram usados integralmente para a produção do filme" e negou qualquer apoio financeiro ao irmão.

Segundo mensagens trocadas entre o senador e Vorcaro, publicadas pelo portal Intercept Brasil, o banqueiro pagou pelo menos R$ 61 milhões entre fevereiro e maio de 2025, de um total de aproximadamente R$ 134 milhões prometidos para o projeto.

Ansa - Brasil
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