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Advogados de David Miranda levam caso ao Tribunal Superior de Londres

22 ago 2013
05h04
atualizado às 05h11
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Os advogados de David Miranda, companheiro do jornalista que divulgou as informações secreta fornecidas pelo ex-técnico da CIA Edward Snowden, levaram nesta quinta-feira o caso de sua detenção ao Tribunal Superior de Londres para tentar impedir que a polícia e o governo usem o material eletrônico confiscado com o brasileiro no aeroporto londrino.

David foi recepcionado por seu companheiro, o jornalista Glenn Greenwald
David foi recepcionado por seu companheiro, o jornalista Glenn Greenwald
Foto: Ricardo Moraes / Reuters

Miranda ficou detido durante nove horas no último domingo no aeroporto londrino de Heathrow, em virtude da legislação antiterrorista britânica, durante uma escala Londres, já que o avião que lavava o brasileiro partiu de Berlim com direção ao Rio de Janeiro.

Miranda, de 28 anos, é companheiro do jornalista de The Guardian Glenn Greenwald, o mesmo que divulgou as revelações secretas de práticas de espionagem em massa dos EUA do ex-tecnico americano da CIA.

Os representantes do brasileiro solicitaram uma ordem judicial com a qual esperam evitar que a polícia ou o Executivo britânico usem, copiem ou compartilhem dados extraídos dos aparelhos eletrônicos que confiscados pelos agentes durante sua polêmica detenção e interrogatório, já que o brasileiro não chegou a responder nenhuma pergunta relacionada com terrorismo.

Segundo a imprensa britânica, o escritório de advogados de Miranda, Bindman & Partners, indicou que no momento da detenção o brasileiro levava consigo inúmeros objetos, entre um computador portátil, seu telefone celular e DVDs.

O The Guardian assinalou que os advogados de Miranda alegarão previsivelmente durante a audiência de hoje que a Polícia se excedeu em seus poderes ao deter um passageiro que simplesmente fazia uma escala no aeroporto londrino e que nem sequer tinha entrado formalmente no Reino Unido.

Além disso, a representação legal do companheiro de Greenwald considera que seu cliente foi "submetido a um interrogatório intensivo, amplo e intrusivo, no qual não houve perguntas e nem indicações de que o mesmo estava envolvido com grupos, organizações ou atividades terroristas", apontou o jornal citado.

O caso Snowden causou um problema diplomático entre o governo britânico e o brasileiro, assim como várias queixas de jornalistas, organizações civis e políticos, enquanto a polícia britânica segue defendendo a legalidade da detenção de Miranda, da qual o governo britânico tinha consciência de forma antecipada.

EFE   
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