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Brasil fecha 2009 com recorde de 3,1 milhões de veículos vendidos

5 jan 2010 - 14h36
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O Brasil fechou 2009 com um recorde de 3.141.226 veículos novos vendidos, número que, mesmo com a crise financeira, foi 11,35% superior ao de 2008.

Segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), o número de veículos vendidos, o maior para um ano na história do país, inclui automóveis, carros comerciais leves, caminhões e ônibus.

O forte crescimento das vendas do setor contrasta com o desempenho da própria economia brasileira, para a qual se prevê uma estagnação em 2009.

O aumento das vendas de automóveis foi atribuído às medidas adaptadas pelo Governo para incentivar o setor automotivo, um dos mais afetados pela crise global devido à forte queda das exportações.

O aumento das vendas dos carros particulares compensou a queda da de caminhões e ônibus.

Segundo os números da Fenabrave, enquanto no ano passado foram vendidos 3.009.482 carros e caminhonetes novos, com um crescimento de 12,66% em comparação com 2008, as vendas de caminhões e ônibus ficaram em 131.744 unidades, uma redução de 11,95%.

A entidade registrou uma queda de 16,42% nas vendas de motos, que ficaram em 1.609.251 unidades no ano passado.

As vendas totais de veículos no ano passado, incluindo caminhões, ônibus, reboques e motocicletas, chegaram a 4.843.030, com uma redução de 0,13% em comparação com 2008.

"Não conseguimos um desempenho melhor pois não vendemos tantos caminhões como esperávamos pela falta de produtos", afirmou o presidente da patronal, Sérgio Rize.

"Além disso, as motos foram um dos setores mais sacrificados pela crise já que seus compradores precisam comprovar garantias de pagamento de crédito", acrescentou.

A previsão da Fenabrave para este ano é de que as vendas de automóveis e veículos comerciais leves aumentem 9,73% em 2010 e fiquem em cerca de 3,3 milhões de unidades.

A Fenabrave espera igualmente que, após a queda do ano passado, as vendas de caminhões cresçam 13,5% este ano.

"Em 2009 crescemos mais que a economia. Não foi algo extraordinário, mas crescemos. Esperamos que 2010 seja compatível com o crescimento da economia", disse Rize, ao fazer referência à previsão do Governo de que o Brasil terminará o ano com expansão de perto de 5%.

EFE   
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