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Bolsonaro se diz alvo de perseguição e defende filho nos EUA: "Se voltar, será preso"

17 jul 2025 - 14h20
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Em meio ao avanço das investigações que o apontam como responsável por uma tentativa de golpe de Estado, Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira (17), que é "inocente" e que a possibilidade de ser preso "não passa pela [sua] cabeça". A declaração ocorreu durante entrevista coletiva concedida no Senado Federal, em Brasília.

O ex
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Foto: presidente Jair Bolsonaro durante entrevista no Senado - Reprodução/TV Globo / Perfil Brasil

O comentário foi uma resposta ao parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), emitido na segunda-feira (14), que reforçou o pedido de condenação do ex-presidente por tentativa de golpe, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e formação de organização criminosa.

Caso o Supremo Tribunal Federal (STF) acate o pedido, Bolsonaro pode ser condenado a mais de 40 anos de prisão.

Eduardo volta ou não volta?

Durante a entrevista, o ex-presidente também falou sobre o filho, o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos desde o início do ano. Bolsonaro defendeu a permanência de Eduardo fora do país, alegando que o filho seria preso caso retornasse.

"Se Eduardo vier para cá, ele está preso. Ou não está? Pelo que eu sei, ele não vem pra cá. Vai ser preso no aeroporto", disse Bolsonaro, ao ser questionado por jornalistas.

Eduardo se licenciou da Câmara sob justificativa de que estaria sendo perseguido politicamente. O período da licença termina no próximo domingo, 20. Caso não retorne, poderá perder o mandato por excesso de faltas.

Apesar da declaração de Bolsonaro, não há mandado de prisão contra o deputado. Algumas solicitações foram feitas por adversários políticos ao STF, mas nenhuma foi acolhida até o momento.

Além disso, Bolsonaro afirmou que Eduardo seria "mais útil" atuando fora do Brasil do que como parlamentar.

Críticas ao governo e apoio a Trump

Na mesma conversa com a imprensa, Bolsonaro comentou o aumento de 50% nas tarifas aplicadas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O tarifaço foi anunciado por Donald Trump, que alegou perseguição contra Bolsonaro como parte da justificativa.

"Vamos supor que Trump queira anistia. É muito? É muito, se ele pedir isso aí? A anistia é algo privativo do parlamento. Não tem que ninguém ficar ameaçando tornar inconstitucional", declarou. Ele também criticou o atual governo brasileiro, afirmando que tem adotado uma postura fraca nas negociações com os EUA.

Questionado sobre a atuação do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que procurou diplomatas americanos para tentar reduzir as tarifas, Bolsonaro fez aceno de apoio, mas destacou que o esforço isolado seria insuficiente.

"Louvo Tarcísio por tentar negociar. Mas uma pessoa apenas não é suficiente. Tá na cara que ele [Trump] não vai ceder", disse o ex-presidente.

Perfil Brasil
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