Avião com quase 50 passageiros cai no leste da Rússia
Um acidente aéreo deixou dezenas de mortos no extremo leste da Rússia, nesta quinta-feira (24). A aeronave, de uso comercial, transportava mais de 40 pessoas e caiu na região de Amur, próximo à cidade de Tynda. Segundo o governo russo, todos os ocupantes morreram.
As equipes de resgate, ligadas ao Ministério de Situações de Emergência, não localizaram sobreviventes entre os escombros. As informações foram divulgadas pelas agências Tass e RIA Novosti. "Todas as pessoas que estavam a bordo da aeronave morreram", declarou o Comitê de Investigação da Rússia.
O avião era um Antonov-24, modelo da era soviética, operado pela empresa Angara Airlines. Ele partiu de Blagoveshchensk com destino a Tynda, mas desapareceu dos radares durante o trajeto. O governador regional, Vassily Orlov, confirmou que o contato foi perdido ainda no ar.
Quantas pessoas estavam no voo?
Horas após o sumiço, os destroços foram localizados em chamas, numa encosta a cerca de 15 quilômetros de Tynda. Vídeos divulgados por autoridades da aviação civil russa mostram a fuselagem em meio à vegetação fechada, completamente destruída.
Há divergências sobre o número de pessoas a bordo. O próprio Orlov mencionou 49 passageiros, incluindo cinco crianças e seis tripulantes. Já os serviços de emergência consultados por veículos como Tass, RIA Novosti e Interfax apontaram 46 pessoas no voo. O Ministério de Emergências falou em 40, enquanto a imprensa local relatou 50.
A causa do acidente ainda está sob apuração. A Tass informou que as investigações consideram, entre outras hipóteses, uma falha da tripulação devido à baixa visibilidade.
"Durante a operação de busca, um helicóptero Mi-8 da Rossaviatsiya localizou a fuselagem da aeronave, que estava em chamas. (...) As equipes de resgate continuam avançando até o local do acidente", escreveu Yuliya Petina, funcionária dos serviços de emergência, no Telegram.
Uma investigação oficial foi aberta. O presidente russo, Vladimir Putin, já foi informado e recebe atualizações constantes sobre o caso, conforme comunicado do Kremlin.