Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Atrizes pornô: mortes recentes levam a debate sobre indústria de conteúdo erótico

Segundo Thais Faria de Castro, há uma "desumanização das pessoas que trabalham com pornografia"

20 fev 2024 - 13h00
Compartilhar
Exibir comentários

Os dois últimos meses foram marcados pelas mortes de três atrizes pornô: Kagney Linn Karter, Jesse Jane e Thaina Fields. Kagney faleceu nos Estados Unidos, e a polícia local considera a possibilidade de suicídio.

As atrizes pornô Jesse Jane, Kagney Linn Karter e Thaina Fields
As atrizes pornô Jesse Jane, Kagney Linn Karter e Thaina Fields
Foto: Reprodução/g1 / Perfil Brasil

Jesse foi encontrada morta em sua casa, em Oklahoma, ainda sem causa de morte definida. A perícia trabalha com a hipótese de overdose. Já Thaina morreu no Peru, meses após fazer críticas à indústria pornô. O motivo de sua a morte também segue indefinido.

Casos como estes levantam uma série de denúncias, críticas e discussões sobre pornografia.

Uma atriz pornô chamada Ruby disse à "Rolling Stone" que acredita que os produtores e empresários "realmente não se importam se morremos ou não. Provavelmente vou pegar um pouco pesado aqui, mas esta é a verdade: eles preferem que morramos, porque assim podem ganhar dinheiro conosco para sempre".

Em 2021, Lana Rhoades, ex-atriz pornô, contou no podcast "3 Girls 1 Kitchen" que saiu do setor porque adquiriu "cicatrizes psicológicas" como depressão e pensamentos suicidas.

"[Os agentes] não se importam com as garotas, só querem agradar os produtores e as agências. São homens de 40 a 60 anos que estão na indústria há 20 ou 30 anos. Eles sabem como manipular meninas de 18 a 20 anos para que façam as coisas", afirmou.

O pornô e a "desumanização feminina"

Segundo Thais Faria de Castro, autora da dissertação de mestrado "(Des)construindo performances: O feminino como sujeito na pornografia feminista", os filmes pornô mainstream (convencionais) reproduzem e contribuem para a "manutenção do machismo, da hegemonia masculina" (via g1).

Ela acredita que há uma "desumanização das pessoas que trabalham com pornografia". Para a pesquisadora, "a precarização vai gerar esse contexto de violência, que vai 'matando' essas pessoas. E, se não mata através do suicídio, vai matando através de outros fatores: privação do convívio social, da afetividade, da saúde. É uma falta de segurança de acesso à humanidade, por isso chega a situações tão extremas, como o suicídio".

*texto sob supervisão de Tomaz Belluomini

Perfil Brasil
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade